<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083</id><updated>2011-10-02T09:06:45.298-03:00</updated><title type='text'>Muito provavelmente, só.</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>73</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1761402193285602844</id><published>2011-03-22T22:22:00.005-03:00</published><updated>2011-03-23T15:30:52.829-03:00</updated><title type='text'>Aconteceu.</title><content type='html'>Quando você passou ali naquela sala meus olhos bateram nos seus. Não sei se você olhava para mim de volta, ou se pra qualquer coisa por trás de mim que chamava atenção. Eu estava na minha turma de pintura. Tive vontade de pintar seus olhos, encharcar com um pouco de tinta branca, aguada, para deixa-la lacrimejante. Sentia que só eu conseguia perceber seus cabelos caindo de leve sobre seus ombros. Você balbuciou algo pra professora, rindo. E foi embora.&lt;br /&gt;Na semana seguinte me chamaram para dançar. Não queria ir, eu preferia experimentar mais filmes debaixo do cobertor. Remoendo delícias que se foram. Pensando em alguém para deitar-se ao meu lado. Permitia-me imaginar você, ali, deitada. Com os olhos em mim. E eu chegava cedo a colocar meu braço sobre seus seios e lhe beijava a testa. Era mais fácil, por não te conhecer. Ainda tinha a possibilidade de imaginar ser você a pessoa certa. Mas na vastidão da noite, sabia que acabaria por me sentir muito só. E dei partida no carro esperando embriagar-me rapidamente para deitar sem pensamentos.&lt;br /&gt;As luzes, o som, a repetição. E você estava ali. Tuntz tuntz Don’t be a drag... É, te vi. Você olhou pra mim? Não sei, talvez eu tenha tido a impressão errada. Chegaram do seu lado e apontaram para mim. Virei-me. Enxergando você vindo caminhando até mim, e olhando fundo em mim. Se viesse agora, poderia me ver inteira. Por dentro, pelos lados. Ao invés disso, quando te olhei de volta, acendia um cigarro e ria. De mim? Para mim? Cheguei perto. Camuflei-me na dúvida. Sorri. Para você. Te puxei o braço, não sei como. Num impulso. Apertei sua mão. O álcool caminhando feliz no meu corpo.&lt;br /&gt;Lembro da gente se beijando. Eu segurando seus cabelos, você com as mãos na minha cintura. Eu entrei na sua vida, você disse. Disse que viciou em mim. Disse sim. De um jeito meio casual. Talvez você não soubesse que já tinha entrado na minha. Depois, descobri que você não lembrava dos supostos olhares. Mas eu ainda acreditava neles. &lt;br /&gt;O impulso que eu tive de te trazer pra perto de mim era o impulso que te empurrava para longe de mim. A dúvida passeava, te rodeava. Trazia um sabor diferente na saliva. Os nossos beijos imensos temiam um adeus. Eu tinha medo de você, ou de qualquer coisa dentro de você, que dizia não. E eu temia perguntar porquê. Eu sabia que, enquanto imaginava você preenchendo minha solidão, você talvez imaginasse alguém colocando sua vida de cabeça para baixo. E se eu disser que aguento? Eu suporto tudo. Porque você me parece leve. E eu prometo não pesar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1761402193285602844?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1761402193285602844/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1761402193285602844&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1761402193285602844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1761402193285602844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2011/03/sim.html' title='Aconteceu.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7527713556783244806</id><published>2011-03-14T02:21:00.003-03:00</published><updated>2011-03-14T02:34:57.045-03:00</updated><title type='text'>Poucas palavras.</title><content type='html'>Você chegou no meu quarto de fininho. Procurei tatear algo no chão. Minhas mãos encontraram o cinzeiro e resolvi fingi-lo mais importante que seu leve abrir da porta. Olhou pra mim com os olhos de sempre e sorriu. Sentou do meu lado e começou a me indagar, por que eu havia lhe trazido ali uma outra vez? Pensei que talvez estivesse meio louca. Mas estava treinada. Eu havia repetido diversas vezes minhas falas na frente do espelho. O problema é que se até de olho em mim mesma hesito, não sabia pensar o que aconteceria ao te ver. Meu rosto não parecia estar na mesma expectativa que o seu. Meus olhos no espelho não eram tão casuais. Eram insones. Eu não me amedrontava tanto. E você ali, parecia saber de tudo isso, deu um novo riso. E eu perguntei como tinha sido dirigir naquele temporal (sentindo dentro de mim o prazer de que o tempo não foi capaz de te impedir de vir até aqui). Eu estava na vantagem. Ela está cansada e sorri. Gostará de palavras boas. Quem dera eu soubesse dizer qualquer coisa bonita. Ou saber brilhar os olhos daquela forma, num lacrimejar contagiante. Quisera eu não estar com aquele cheiro de nicotina e poder só chegar perto da sua nuca e esboçar um cheiro. E um beijo. Mas calma lá. Calma. Eu não sei como começar contigo; porque em mim tudo já foi iniciado. Aconteceu sem previsão, e eu não queria te assustar. Eu não podia te assustar. Seu sorriso me confortava. E isso podia ser bom ou ruim. Ou nada. Mas só me incomodaria de verdade com a falta dele. Então por que tentar algo? Por que forçar a barra? Por que é, o seu sorriso pode voltar, pode sim. Já voltou outras vezes. E eu não posso voltar nessa oportunidade. Ali com você de novo no meu quarto, passeando as mãos nas minhas coxas. Tão casual, tão normal. Nada parecia lhe arrepiar os pêlos da nuca. Talvez, talvez... Se eu lhe encostasse a nuca. Mas não, não. É precipitado. Ou não? Oras, ela me encostou as coxas! - Mas ela... ah, ela sorri e eu aqui, nessa boca meio torta. Meio pra lá, meio pra cá. Incerta. Ela sorri e então encosta minhas coxas. Eu encostaria sua nuca e então sorriria. É tudo diferente. É tudo muito diferente. Notar que você não sou eu e vice-versa. Meu espelho mentiu pra mim. Me fez parecer fácil; e por vezes, engraçado. Mas com você ali de fato, eu sentia um frio. Eu queria dizer alguma coisa bonita, mas seria impossível. Melhor tentar antes entender. É, é. Por que sorri? Ou que sorriso é este? Podia estar feliz de encontrar alguém depois do trabalho. Podia estar rindo do meu silêncio. Podia estar brincando comigo.  &lt;br /&gt;“Eu também queria muito te ver...” Ela disse aos poucos. Eu encostei os seus cabelos até a nuca. Esbocei um abraço e aproveitei pra experimentar seu cheiro. E “que bom”, eu respondi. Foi o que eu pude dizer. E bastou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7527713556783244806?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7527713556783244806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7527713556783244806&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7527713556783244806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7527713556783244806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2011/03/que-bom.html' title='Poucas palavras.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4524140784631168657</id><published>2011-02-10T17:26:00.002-02:00</published><updated>2011-02-10T17:43:19.739-02:00</updated><title type='text'>Convenci-me.</title><content type='html'>Repito para mim mesmo a verdade incerta. A conclusão a qual cheguei. Não vou mais chorar. Ciente de que o choro me deixa inchado, sensível, bobo. Inchado de cansaço, de sabor amargo. A auto-piedade que me resta, eu guardo pro resto do mundo. Pobre mundo, não carrego mais seu peso. Tento me convencer. Sou convencido, por mim mesmo, que permitir lágrimas molhando meu rosto não é uma opção segura para um homem como eu. E pensando nas minhas certezas absurdas, das quais eu tanto discordo e combato, eu choro. Choro por ter desistido de chorar. Choro com medo de conter o choro. E, ao mesmo tempo, choro como se me despedisse das minhas próprias lágrimas.&lt;br /&gt;Penso nas pessoas que também estão chorando como eu. E invejo os sorrisos que imagino. Os amantes imprudentes mal sabem o veneno que pode existir em um sorriso. Veneno lento que lateja com o tempo, de tudo que foi, e do que não teve tempo de ser. E uso o tempo que sobrou pra lamentar. Lamentar o que passou. Sei que não morri, nem tenho dúvidas de que vou me recuperar. Mas é que passeando por entre macas e sendo examinado por todas essas lindas enfermeiras, que brilham os olhos quando batem nos meus. E eu penso "É pena!". Nunca pensei que uma mulher pudesse olhar pra mim desta forma. Eu de certa forma sinto que perdi a vida, apesar de não ter abraçado a morte.&lt;br /&gt;A verdade é que me acomodei. Acomodei-me a pensar que sou velho e doente. E acomodei-me a pensar que nada disso é atraente. E aí fico calado, rabugento. O médico vem me dizer que tenho uma saúde de ferro, apesar de tudo. "Apesar de tudo". Esse homem já gostaria de me ver morto. E eu dou um grunhido como um bicho que quer distância, por se sentir ameaçado. Mas são as visitas da família que me sufocam. Não agüento mais repetir tudo o que passou. Não agüento mais minha esposa achar que não estou forte o suficiente pra leva-la para cama. Porque eu sinto falta dos seus suspiros. Os de prazer. Essa compaixão toda me mata. É ela que me desanima. São todos eles.&lt;br /&gt;E aí eu comecei a chorar. Eles me convenceram da minha pequenez. Mostraram o quanto eu era impotente nessa roupa de hospital. Às vezes tenho vontade de descontar em todo mundo e mandar alguém limpar meu cu. Mas aí a tristeza vem. E eu sou um homem sensível. Um homem doente e sensível. E acabo sentindo grande importância em cada tom de preocupação, de carinho. E aí eu choro. E decido não chorar. Cansei, cansei de tudo. Eu tô com saudades de viver, ou pelo menos sentir que vivo. Detesto isso de estar seguro na beira do precipício. Alguém me joga do penhasco? - que eu quero o intervalo. Eu quero o intervalo, da rocha ao mar. Eu quero sentir a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4524140784631168657?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4524140784631168657/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4524140784631168657&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4524140784631168657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4524140784631168657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2011/02/convenci-me.html' title='Convenci-me.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5582507475934287535</id><published>2011-01-23T23:23:00.004-02:00</published><updated>2011-01-24T13:03:02.454-02:00</updated><title type='text'>Medo.</title><content type='html'>Eu tenho tanto medo. Da vida, sei lá. Estou perdida. E a vida anda tão esquisita, desconhecida. Olho para os lados e reconheço muito pouca coisa. Aquela jarra que você quebrou quando chegou aqui, acho que ainda consigo ver alguns cacos de porcelana pelo chão. E eu estou perdida. Com medo de machucar de novo meus pés, tão desprotegidos, nesse estrago seu. Tenho medo de te deixar para trás, porque não quero. Sentirei saudades. E tenho medo de ir para frente, e não encontrar mais nada que me comova. Ou de encontrar algo que me comova. Vá entender. Mas o maior medo é de ficar parada. Ficar quieta, sem você ao lado, e sem conseguir sair de perto. Meu coração está machucado de feridas que discordam da razão. Me machuquei antes de ferir-me. E eu amo você. Mesmo com todo o descaso. Mesmo com os abraços, e os beijos, e todas as complicações. E todos as pessoas mandando-me largar-te. E eu largo. Eu obedeço. Mas é que na minha vida tão cheia de mundos virtuais, eu consigo imaginar eu e você, dando certo. Porque acredito ser capaz. Capaz de suportar tudo. E nada, já que na verdade, tudo não existiu. E aí, meu bem, eu estremeço com seu nome. E eu te queria na cama. Te queria na cama só mais uma vez, pelo menos por enquanto. Eu só queria que você me admitisse, se é que verdade, que foi especial. Porque eu tenho medo da desimportância. Não desejo que morra de amores por mim. Só desejo saber. Saber o que sentes, para que eu pare de imaginar. E eu sei quem é você. Te reconheci no primeiro olhar. E tem tanta coisa em ti que queria que me fossem presenteadas. Nessa minha casa de base frágil, esgoto mal-instalado, e muito bem decorada. Em meio a tantos outros amantes, meus e seus, que também me quebram e me encantam, é seu olhar que ainda me atinge, que me faz escrever. Nessa noite em que seus olhos estão tão longe dos meus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5582507475934287535?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5582507475934287535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5582507475934287535&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5582507475934287535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5582507475934287535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2011/01/medo.html' title='Medo.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-524969450639629189</id><published>2010-12-31T17:03:00.002-02:00</published><updated>2011-01-02T12:18:39.353-02:00</updated><title type='text'>Epidemia</title><content type='html'>Meus olhos abriram aquela noite sem sentido. Olhei para cima e via a sombra do ventilador de teto que deixara ligado antes de dormir, para espantar os mosquitos. Estava há quilômetros de distância da cidade. O único som que eu escutava era o coachar de um único sapo abaixo da janela. O breu cobria minha visão, mas nele eu descobria todas as outras coisas. Lancei um olhar acolhedor para o escuro, que me traiu. Enviou-me um vento frio pela brecha da janela, e um sopro de dor da ventania nas árvores. Cobri-me com mais cobertas. Sussurrei de fininho “Tem alguém aí?” assustada. Mas seria impossível qualquer resposta. E aí até perguntei-me se me assustava o fato de que poderia ter alguém ali, ou o fato de não haver ninguém. Difícil escolher entre ausência e presença. Estava eu ali, sozinha, completava um ano inteiro. Dormindo todos os dias naquele quarto escuro, à luz de velas que eu arranjei antes da viagem. Meu laptop ao lado, para esboçar algumas palavras. Se nada sobrar do meu corpo, que pelo menos alguns escritos comprovem a minha existência.&lt;br /&gt;Por que viajei? Essa pergunta me assombrava a toda hora. Sei bem que o que me trouxe aqui foi a epidemia. Não podia mais observar o sofrimento alheio, pois aos poucos fui deixando-me enfraquecer. Não pagaria psicólogo algum pra descobrir em mim uma doença óbvia. Não tomaria remédios. “O mundo contamina”?. Está bem. Sairei então disso que chamam de mundo. Me afastei então da sociedade. Essa depressão passeia devagar por todos nós. Fazendo-nos pensar em ideias inventadas e conceitos cheios de valor. Não quero valor. Quero só existir de longe. Minha cabeça e até onde ela pode ir é a única coisa que me fascina. Nunca meditei, nunca participei de ritual algum. Minha onda é com minha mente ativa. À loucura. Conversar sozinha é meu maior prazer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-524969450639629189?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/524969450639629189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=524969450639629189&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/524969450639629189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/524969450639629189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/12/epidemia-incompleto.html' title='Epidemia'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4225183036371701919</id><published>2010-12-23T17:04:00.004-02:00</published><updated>2010-12-23T17:28:37.152-02:00</updated><title type='text'>Aquário.</title><content type='html'>Quando criança, ela gostava de imaginar que vivia dentro do globo. Na verdade, as manchas azuis dos globos terrestres da escola eram céu, e não mar. O tempo foi passando, e aos poucos parou de esconder-se dentro de uma bola limitada e pôs-se a aprender a se equilibrar com a gravidade. Tinha coisa além do céu. Descobriu que na verdade vivíamos soltos. E que alguns homens de longe já tinham escapado da gravidade. Então foi perdendo em si a capacidade de enxergar limites bem estabelecidos, já que, ao que parece, estamos sempre tentando ultrapassa-los. Conseguimos ver o planeta circular, e conseguimos ir à lua, e conseguimos uma maneira de comprar cerveja aos dezesseis.&lt;div&gt;O único limite do qual nunca poderia escapar era si mesma. E observando o peixinho dourado no seu quarto, percebeu que toda sua prepotência é a sua forma de bater a cara num vidro transparente e aparentemente infinito, e enxergar apenas seu próprio reflexo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Falta descobrir por onde é que o oxigênio entra nesse aquário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4225183036371701919?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4225183036371701919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4225183036371701919&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4225183036371701919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4225183036371701919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/12/aquario.html' title='Aquário.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5891411812139070513</id><published>2010-12-11T20:08:00.005-02:00</published><updated>2010-12-11T22:01:19.216-02:00</updated><title type='text'>A minha pornografia.</title><content type='html'>Eu quero te explicar a reviravolta que trás contigo e confunde meus sentidos. Consigo entender os nossos olhos fechados durante o beijo. Teus lábios fazem crescer em mim um outro estágio. Posso agora acreditar que fecho os olhos e não sonho mais sozinho. Posso imaginar você comigo percorrendo o espaço. E confundir mente e corpo. Oceano e saliva. Posso abraçar sua cintura, e leva-la comigo para o alto, no topo de uma escada camuflada no ar. &lt;div&gt;A visão não faz mais sentido. Não compartilhamos mais um mundo que precisa ser visto. O mundo é que compartilha nosso momento. Ou nem isso. O mundo nos reserva privacidade. Nem o mais belo tom de vermelho de uma tulipa solitária na neve. Nem um floco dessa neve. Nem seu olhar coberto, nem o meu. Nada vem nos interromper. Estamos no ar, no espaço, nas estrelas. No infinito. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E estamos sendo assistidos. Porque não há nada mais belo de se observar do que uma performance envolta de amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5891411812139070513?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5891411812139070513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5891411812139070513&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5891411812139070513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5891411812139070513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/12/beijo-ou-minha-pornografia.html' title='A minha pornografia.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-3104430117390010589</id><published>2010-11-28T01:30:00.002-02:00</published><updated>2010-11-28T01:40:58.184-02:00</updated><title type='text'>Aquarela</title><content type='html'>Melhor do que conhecer a verdade, é acreditar na mentira. Ou ver coisas incertas e falar que assim é direito. Ver sua cidade em preto em branco sem sentir melancolia. Porque às vezes tentamos enxergar as cores com tanta intensidade, que nos cega os olhos. E melhor seria o mundo deixado pra nós que coloríssemos.&lt;div&gt;Um sorriso em tom de vermelho aqui. Um olhar em amarelo claro ao lado. Um céu cor de rosa. Depois fechar os olhos. Tudo preto. Quando abrir, mudar as cores, compor texturas, acrescentar um traço. Molhar o pincel outra vez. E outra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-3104430117390010589?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/3104430117390010589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=3104430117390010589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3104430117390010589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3104430117390010589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/11/aquarela.html' title='Aquarela'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4609478789454851717</id><published>2010-11-19T21:40:00.003-02:00</published><updated>2010-11-19T22:05:45.921-02:00</updated><title type='text'>13 anos.</title><content type='html'>&lt;div&gt; &lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Na porta da escola já me dizem coisas de política. Repetem o que escutam em casa, e eu quieto. Pra mim é bem mais sério pensar que o mundo vai, sim, um dia acabar. E eu nem sei o que me dá mais medo. O mundo acabar, ou saber que isso quer dizer que eu também vou desaparecer? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;&lt;/span&gt;Alguns anos atrás, eu não entendia que as coisas se acabavam. A validade da manteiga passava e eu continuava no meu mundo imaginário dentro do meu quarto. E lá eu podia ser rei. Minhas histórias só acabavam quando eu as dava um fim. O melhor de tudo é que mesmo quando minha mãe me interrompia pra qualquer coisa chata, eu podia só continuar depois de onde eu tinha parado... Hoje em dia é difícil fazer isso. Ainda sou muito novo, mas já aprendi várias coisas da vida. Não posso jogar lixo no chão. Devo dar dois beijinhos, um em cada bochecha, para cumprimentar alguém. Tenho que ouvir o despertador. &lt;/p&gt; &lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Preciso pedir ajuda quando eu precisar. E melhor será se ela não for necessária com frequência. Pois ajudar não é uma coisa que interesse muito as outras pessoas. Mas ao mesmo tempo é terrivelmente indelicado recusar um pedido de ajuda. E a verdade é que tá todo mundo gritando por ela. Sim. Vejo na minha irmazinha, por exemplo. Ela tem 4 anos e nem sempre sabe explicar o que quer. Então ela grita e chora até que alguém consiga entendê-la. Às vezes ela joga um brinquedo no chão, cospe a comida para fora... Enfim, ela sabe pedir ajuda sem saber dizer no quê - É claro, tão pequenininha, nem sabe brincar de lego comigo, ainda - Mas o que eu já entendi é que ela não vai parar de fazer isso nunca. Até minha mãe já gritou comigo sem motivo. Ou pelo menos não deixou que eu entendesse. Fala sério e com sinceridade, mas não conseguiu me fazer enxergar o que quer; porque racionalmente pareceria tão pequeno... - Não é muito diferente do que minha irmazinha faz - Eu sei bem que todo o drama não é só pelas minhas roupas largadas na cama. Isso é só uma desculpa. Um dia cheguei irritado da escola, porque minha professora disse que meu trabalho não tinha ficado legal. Quando cheguei em casa, bati a porta do quarto, pensando só em declarar minha raiva a todos. Ninguém gostou nada disso. Mas foi só meu jeito de pedir ajuda ou colo sem ninguém que pudesse me entender.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Uma rejeição é muito difícil de superar. Tem mil maneiras e minha mãe já me disse várias. Mas ela mesma vive repetindo no intervalo de suas próprias frases “É muito difícil”. Se já é difícil pra ela, aos poucos vou perdendo as esperanças de que um dia eu vá saber como lidar. Assim, vou entendendo que essa minha solidão e minhas angústias são pra sempre. E acho que é por isso que meus vampiros imaginários não vêm mais me visitar pela mente. Eu tenho problemas maiores, agora que descobri os vilões do meu próprio mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;E tenho tanto medo, que é difícil dormir. Mamãe disse que não é certo ter insônia aos 13 anos - E seria “certo” ter insônia aos 30? Depois de tantos anos, aí seria normal descobrir que não se aprende nada com a vida? - Que eu sou muito novo e preciso parar de sonhar que invadem minha casa. Que eu não posso mais beber refrigerante antes de dormir. Que eu tenho que desligar a TV mais cedo. E é tão engraçado... Porque normalmente ela vem me dizer essas coisas quando por acaso ela também não consegue dormir. Dá vontade de dizer “Desculpa, mamãe, me perdoa mesmo, mas eu já conheci um pedaço triste do mundo e só falta agora aprender a mentir com um sorriso no rosto assim como o seu.” &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="p1"&gt;&lt;span class="s1"&gt;Mas eu consigo entender. Se minha irmazinha começasse a reclamar do mundo, eu também gostaria de me imaginar capaz de ensinar feitiços que pudessem ajudar. Esperando que talvez ela tivesse mais sorte que eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4609478789454851717?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4609478789454851717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4609478789454851717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4609478789454851717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4609478789454851717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/11/13-anos.html' title='13 anos.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-3574534876987248509</id><published>2010-11-13T23:44:00.003-02:00</published><updated>2010-11-14T00:11:00.944-02:00</updated><title type='text'>Vários e curtos.</title><content type='html'>Me dá um beijo. Senta perto de mim e vem me consolar. Você me dizia assim com olhar carente. Eu te abraçava, e suas dores fingiam passar. E o nosso olhar. Outras vezes vi-me ao lado de outra. Tomando banho na banheira. E assistia jogos de futebol sozinho no quarto, aos sábados. E outras vezes minha mãe me chamava para o teatro. Já conversei sobre coisas amenas com meu melhor amigo. Já, já chorei na sua frente. Castelinhos de areia. Me molhei inteiro a caminho da parada de ônibus, debaixo de chuva.. E cheguei em casa ensopado. Molhei o piso. Esqueci a capa de chuva. Cantei no banho. Você rindo de mim na sala. A televisão ligada. Em tédio, liguei pra você, por engano. Vi-me errado. Chorei de solidão, de carência. Nunca mais nada seria normal para mim, nunca mais minha vida e meu cotidiano voltaria a fazer sentido. Mas em 20 dias esquecerei você. E depois lá estou eu, bravo, no trabalho. Saudade. Passageira. Passeei na Urca. E resolvi viajar. E desisti. E me apaixonei na praia por uma moça de biquíni amarelo. E ela sorriu pra mim. E quando dei por mim, estava eu com 5 anos. Visitando minha mãe no hospital. Minha tia morreu. Eu não pude entender. Viajei certa vez. Fui até a Itália e transei com uma menina linda. Meu primeiro amor. E aqui hoje me vejo casado. Espero o segundo filho. Divórcio. Meu aniversário de 10 anos. Eu no pula-pula. Você pequenininha, na foto. Meus irmãos saíram de casa. Me sentia sozinho. Novos videogames. Muitas espinhas; eu garoto. Jogar futebol na rua. Correr para a faculdade. Estudar na madrugada. Vida, vida que passa. Passa tão mais rápido agora... Em alguns poucos minutos, tudo que passei por 30 anos aparece na minha frente. Percebo que estou pra morrer. Sempre estive. E eu fecho os olhos e 3, 2, 1...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-3574534876987248509?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/3574534876987248509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=3574534876987248509&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3574534876987248509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3574534876987248509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/11/varios-e-curtos.html' title='Vários e curtos.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-8728143846171477208</id><published>2010-10-27T17:17:00.002-02:00</published><updated>2010-10-27T18:27:33.554-02:00</updated><title type='text'>Inevitável?</title><content type='html'>Que tempo louco é esse? Eram nove horas da noite a primeira vez que te vi. O céu estava nublado, sem estrelas no céu. Em curtos intervalos de tempo, era tomado por clarões de raios que avisavam a chuva que estava perto. E já esperávamos tempestade. Num bar de Brasília, depois da seca, todo mundo comemorava a água que ia cair. E você ali com olhar novo, de quem vê tudo isso pela primeira vez. &lt;div&gt;Busquei uma cadeira na mesa vizinha, e sentei-me na ponta da mesa. Todos me cumprimentaram sorrindo. Alguns sorrisos já encharcados de cerveja. E eu com sede. O cigarro atenuava minha garganta seca. E cumprimentei a todos. Já conhecia seu nome. Alice. E lhe entreguei um sorriso e um aceno de mão. Você sorriu-me mais alto, quase um riso, e falou algumas palavras que não pude compreender naquele barulho do bar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passavam pessoas entregando panfletos de festas, de peças, e via você recolhendo tudo e guardando na bolsa. Um homem passava vendendo incenso. E você até deixou que uma baiana-personagem-popular pra nós brasilienses, lesse sua sorte. Eu via graça nisso tudo. Quase parecia turista de longe. Mas justamente por não parecer nada disso de fato é que você me chamava atenção. E os assuntos no bar iam mudando. Falamos de política, claro, no ano das eleições. Depois, pedimos pra você nos contar sobre seus anos na Espanha. Luísa te olhava com admiração. Eu não estava muito interessada em suas histórias. Achava interessante mesmo era sua imagem. Que da forma menos supérflua que posso dizer, mexeu comigo. Teus cabelos finos, que caiam abaixo do ombro, com leves voltas-quase-cachos e castanhos. Seus olhos arredondados, escuros e tão bem desenhados. Sua cabeça fina e seu corpo magro. Suas unhas mal-cortadas e sua sobrancelha mal-feita. Estava vestida com um moletom cinza que escondiam curvas, mas que de alguma forma parecia atenuar seu corpo. Era levemente alta e levemente desarrumada do jeito mais harmônico que já vi. E seu jeito de levantar os braços e sorrir a boca eram pra mim como um close num desses filmes que insistem em romantismo texturizado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi difícil depois de tanto tempo, depois de descobrir toda minha fascinação, admitir que na verdade não dava muito ouvidos às suas palavras. Eu não me lembro bem se em algum momento racionalizei meus impulsos. Finjo até hoje que comecei a frequentar sua casa por acaso. Você também age com tudo como coisa natural. Só em seus olhos que guarda aquele brilho da novidade, da surpresa, e do mistério. Preparava-me às vezes comidas diferentes, com temperos fortes. E me fazia uma omelete de café da manhã.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Adorava sua casa com seu chão de pedra e móveis de madeira. Seu quarto que não tinha nada além de malas espalhadas no chão e sua cama, a qual ficou íntima de mim também. E passava horas lendo-me poesias e apresentando-me músicas. E passávamos horas de amor com corpo e vontade sem falta. Nossas histórias escondidas. E quando seus olhos batiam nos meus. -Que frio que me dá o encontro desse olhar...- Tinha vontade de apertar-te a mim e eternizar nossos encontros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas aí vem o tempo, que já estava de novo perdendo a umidade. E naquela seca de Brasília, o tempo continuou passando. E como sempre, não conseguimos vê-lo chegar, não conseguimos vê-lo passar. Ou fomos nós que passamos por ele. Quando abrimos os olhos, ele já estava longe de nós. Não há lugar que possamos ir para nos esconder do tempo. Mesmo que suas malas estivessem ali já preparadas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"O tempo mastiga, mastiga... E somos &lt;i&gt;nós&lt;/i&gt; que estamos no meio de seus dentes."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-8728143846171477208?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/8728143846171477208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=8728143846171477208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8728143846171477208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8728143846171477208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/inevitavel.html' title='Inevitável?'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7197877416938583934</id><published>2010-10-25T14:42:00.004-02:00</published><updated>2010-10-25T15:38:23.402-02:00</updated><title type='text'>Vazios.</title><content type='html'>Chegou. Aquele momento terrível. Repetido e conhecido. Na cama, avassalador. Aos poucos, meus olhos ficavam marejados de lágrimas. E não sabia de nada. Não sabia por que chorar. Mas principalmente, não existia motivo algum para sorrir. E eu precisava sentir. Qualquer coisa, qualquer uma. E segurava minha mão em meu corpo. E aos poucos ia soltando gemidos de dor de desgosto. De tudo, com tudo, para todos. E queria largar sua mão. E todas as outras mãos que tentam encontrar a minha, no escuro. Terrível. Não via nada. E me perguntava se algum dia já havia acendido a luz. &lt;div&gt;Aqui não existem janelas. A luz do sol não bate em mim. Mas o pior é que não há brisa, não há por onde bem respirar. E meus cigarros não ajudam. Por isso gostava tanto de sua boca ao lado do meu pescoço, e seu ar novo que trazia pra cá. Mas isso é desimportante. Não sofro de amor. Sofro de vazios. E tantos. E muitos. Continuo chorando e, prestes a adormecer, lembro dos meus sonhos na noite passada. E quero ali mergulhar. Mas quero me perder por lá, também. Essa cidade não me abraça mais. Não quero fazer parte daqui. Agora não. Brasília tem essa coisa ruim de inspirar solidão. Amanhã, amanhã sempre se tem muito a fazer. Muito a entender, aprender, sei lá. Mas amanhã não quero acordar. Quero lembrar de você, da nossa viagem. Nós, na Lagoa. No natal, lembra? Espero que sim... Porque foram as melhores férias que tive. E provavelmente, nesse meu mundo dos sonhos, vou encontrar seus amigos, e sua família, e vou encontrar quem te perturba. E vou mergulhar-me na sua vida. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei bem se é isso que quero, apesar de tudo. Talvez, quem sabe, seja melhor manter-me alerta. Acordada. E ficar aqui sem te ver, sem você por perto. Nem sei se existe. Mas amanhã, ah! Amanhã tenho muitas coisas a fazer. E eu sei bem como tudo acontece. Sei bem que acordarei sem querer. E fecharei os olhos, e vou te dar novo abraço. E sairei de lá com o despertador tocando pela décima e última vez. E aí fecharia os olhos de novo, e dessa vez pediria que você me abraçasse. E enquanto estou lá, esperando, vem você de verdade, me cutucando na cama. Mandando-me levantar. E eu obedeço. E você vai embora. E eu ando inconsolável... Porque nem em sonho me abraçou? E decidi aí que não vou mais dormir. Pra não ter que encarar você. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu achava que tinha tudo acabado, que eu já estava certa. Mas aí você chega de novo do lado da cama. Me olha com olhos sutis. E diz pra mim "Vou embora". E aí tudo gira de novo. E aí eu choro outra vez. Inconsolável, inconsolável. Foi só aí que lembrei de você. E talvez eu é que estivesse abraçando a pessoa errada. Uma espécie de você que só vive dentro de mim. E entendi que eu mesma cavava meus próprios buracos. E realidade vazia mais sono vazio, não sabia pra onde ir. E aí lembrei da Lagoa. Vou para lá. Vou caminhar pra perto do mar. E é lá que eu vou mergulhar.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7197877416938583934?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7197877416938583934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7197877416938583934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7197877416938583934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7197877416938583934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/vazios.html' title='Vazios.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-9181125748377191946</id><published>2010-10-21T14:04:00.002-02:00</published><updated>2010-10-21T14:10:08.571-02:00</updated><title type='text'>(Asrev-eciv e) Anna ama Otto.</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Siod so arap uortnocne ortnocnesed otnat euq ainomrah a rarbeuq rasuo mes, sotnuj amac an mairatied es e. Olucríc o mairarrecne e etnerf ed mairartnocne es, ía e. Onitsed omsem o arap sotsopo sohnimac. Siod so mavamlaca euq açnaruges asse are e. Olelarap radna siam atnaida oãn e solucríc soa ád es adiv a. Ragul omsem on, amrof reuqlauq ed, ranimret mai euq maidnetne e, ralucric adiv a maibecrep euqrop sotnuj rahnimac me mavapucoerp es oãn. Ortuo od ohnimac o aiuges mu, aid adac. Mavazever e. Ohnimac ortuo on mavanigami es sele, atierid a arap artuo a, adreuqse arap mu, odariv ralho ed e atrop amsem alep, maias odnauq e. Ele avasnep ale, ale avahlo ele otnauqne. Ale avasnep ele, ele avahlo ale otnauqne. Maibas es sam, mavartnocne es oãn serahlo sues. Saditrevni saroh me, ortuo oa mu saledahlo mavaçnal, oirótircse on. Otto e Anna mavahlabart, edadic ad ortnec on oicífide ednarg mu me.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Otto ama Anna.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 12.0px Helvetica"&gt;&lt;span style="letter-spacing: 0.0px"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;[O amor deles é real, e bonito. Só um pouco mais difícil de acompanhar.]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-9181125748377191946?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/9181125748377191946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=9181125748377191946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/9181125748377191946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/9181125748377191946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/asrev-eciv-e-anna-ama-otto.html' title='(Asrev-eciv e) Anna ama Otto.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1321708902752996484</id><published>2010-10-18T00:49:00.003-02:00</published><updated>2010-10-18T04:49:56.310-02:00</updated><title type='text'>Pianoforte</title><content type='html'>Ele era um moço rico, com seus 30 anos. Formou-se em medicina como foi pedido. Casou-se com uma mulher direita como haviam encomendado. Mudou-se para a casa ao lado, que lhe fora construída. Continuava a lecionar piano por prazer. Era sua maneira de dividir seu único amor.&lt;div&gt;Seus alunos não aprendiam mais com Ele as notas musicais. Aprendiam a ver tons de cores pelo mundo através do sol. Coloriam a vida em grandes teatros com sis e mis. Eram já artistas, eram já maduros. Mas em aulas com aquele jovem doutor, sentiam inspiração, e inspiravam. Ele nunca tocou em teatro, reservando noites bem dormidas para o consultório pela manhã. Mas sabia que parte de seus fás e dós percorriam o público de seus artistas formados. Aprender música não teria um fim. E não se sabe se era aluno ou professor quem mais necessitava de tantos rés e lás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certo dia, um certo senhor de idade, companheiro de seu pai, bateu à sua porta. De grande família e fama dentro daquela cidadezinha de anos atrás. Sério, disse que precisava de um serviço. Queria aulas para sua filha que completava 20 anos e que mostrou súbito interesse musical depois de voltar da cidade grande. Porém, completamente inexperiente, a pequena, repetia o senhor, com grande afeição paternal. Ele já havia observado a tal menina. Passava horas na praça com outros jovens. Sorria risos largos com outras meninas aparentemente tolas. Ele não ousaria negar o pedido. Primeiramente, não se nega algo àquele senhor. E em segundo lugar, ficou curioso para entender no que aquele interesse musical consistia. Pensava que não iria longe demais. Ao menos, não tão longe quanto Ele costumava ir.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegou em seu primeiro dia de aula. A tal menina, batizada Emília, abriu a porta para Ele. Conduziu-o até um pequeno cômodo onde estava isolado um grande piano de cauda. Desculpou-se pela poeira. Disse que desde pequena nunca teve muito apreço pelo instrumento. Até assistir um concerto de Mozart quando foi estudar em São Paulo. Suas mãos tremiam e sua voz oscilava. Provavelmente sabia que o tal moço não costumava aceitar alunos sem preparo. Ela continuava olhando para Ele, esperando que Ele dissesse algo. Ele apenas sentou-se à beirada do piano, soprou levemente sua superfície, posicionou seus dedos sobre as notas, e começou a tocar Allegro Maestoso, em lá menor. Emília continuou de pé ao seu lado, calada. E assim foi, por mais tantas aulas. Ele chegava, tocava pedaços de Mozart, Beethoven e Bach. E ia embora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certo dia, Emília resolveu falar algo além do que a boa conduta pedia. Reclamou. Sentou-se em um banquinho ao lado do piano, e disse não entender como ela poderia aprender um instrumento sem nem mesmo tocá-lo. Como sua educação era tamanha, acrescentou que adorava escutá-lo tocar, mas que não era para isso que lhe haviam chamado. Ele levantou-se, e falou para que ela sentasse em seu lugar. Emília obedeceu. Ele acendeu um cigarro. Ela olhava para Ele esperando um novo comando. Ele deu uma volta na sala, aproximou-se dela por trás, e tapou seus olhos com ambas as mãos. "Se não suporta mais me ver tocar, pare de esperar qualquer coisa de mim. Vamos, esqueça o que vês. Coloca as mãos sobre o piano." E assim, vendada, seus dedos longos tocaram as teclas do instrumento. O primeiro contato. Pouco depois, Ele disse que já estava em sua hora de ir, e que só voltaria a dar aulas à jovem na semana seguinte. Enquanto isso, Ele disse, conheça-o melhor. Desligue a luz do quarto, experimente seus sons.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A semana que se passou perturbou ambos. Ele não sabia se aquilo daria certo. E Emília, obediente, só temia que estivesse fazendo algo errado. Um na mente do outro. Os dois duvidosos e incertos. Até que chegou a segunda-feira da próxima semana, e Ele voltou à casa dela. Espantado, dessa vez viu ela sorridente como quem estava ansiosa à sua chegada. Apressaram-se para o pequeno cômodo, sem dizer muitas palavras. Ela posicionou-se à frente do piano, e esboçou um conjunto de 5 notas harmonizadas, sem esperar que Ele lhe desse qualquer ordem. E assim, por muitas aulas seguintes, Ele começou a ensinar o nome de cada nota tocada, mas antes sentida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos poucos, se entendiam. Nenhum deles sentia falta de verbos ou palavras completas. Às vezes, Ele lhe dava lições para cumprir. Subjetivas, como a música era, afinal. Ele levava gravações de piano de partes distantes do mundo, e passavam algumas aulas apenas apreciando-as. Aos poucos, ela já sabia esboçar Fur Elise. Aos poucos, Ele foi deixando que suas mãos tocassem as dela. Depois, já se cumprimentavam diariamente com abraços silenciosos. Deixavam os sons para as cordas percutirem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Para o desagrado de seus antigos alunos, decidiu joga-los ao mundo. Não precisam mais de mim, repetia Ele. Mas sabia, no fundo, que era Ele quem não precisava mais daquilo. Emília tornara-se sua nova obsessão. E foi desconfiando, devagar, que encontrara um segundo amor. Em algumas aulas, ao som de Chopin, apenas sentavam-se em um sofá que acrescentaram ao quarto. E essas aulas se tornavam cada vez mais constantes. E Ele ousava sentar-se cada vez mais próximo dela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Alimentaram-se de música e de rotina por anos. Às vezes podia-se notar o som de beijos por cima de uma obra de Debussy. Ele esquecera-se como havia se apaixonado pela música. Ela não sabia se estava apaixonada por Ele. E foi no meio de tantos esquecimentos e incertezas, que as emoções chegaram à flor da pele. Alimentadas pelo som, e demonstradas com o tato. Mas foram os olhos dele que arderam quando a avistou na praça ao lado de um outro homem. Ela parecia infeliz. O homem, contente. E Ele... Bom, Ele preferiu fechar os olhos. E não soube caminhar no dia seguinte até a casa dela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez ela já imaginasse sua ausência, pois nesse mesmo dia, bateram à sua porta e entregaram um recado em um pedaço de papel para Ele. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Para ti, que me entregou seu amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sinceramente sinto que meu pai tenha arranjado-me um casamento. Só enviarei essa carta caso você não apareça esta tarde. E se assim tiver acontecido, acredito ser melhor acabarmos com nossas aulas. Agradeço-lhe por tudo que fez por mim. Mas queria explicar-lhe que minha paixão era baseada na tua. E eu esperava que seu amor à música nunca fosse sobreposto. Sua ausência, tenha certeza, me incomoda muito no momento. Mas me incomoda mais não ter aqui comigo teu Amor Maior, teu Primeiro Amor; que eu adorava sentir. Fazia-me arrepiar os pêlos da nuca. E se agora não estás aqui, provavelmente este Amor que era seu antes de mim, já não é mais tão imenso quanto eu gostava de imaginar. Enquanto fomos capazes de compartilha-lo, tudo na minha vida era Seu Som.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um beijo em Sol Maior.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De sua aluna, Emília."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1321708902752996484?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1321708902752996484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1321708902752996484&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1321708902752996484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1321708902752996484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/pianoforte.html' title='Pianoforte'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-584047190272809286</id><published>2010-10-16T16:16:00.004-03:00</published><updated>2010-10-16T16:30:19.117-03:00</updated><title type='text'>É terno.</title><content type='html'>Amor nosso. Que aparece quando você me toca os cabelos ao ver minha nuca inclinada, pedinte. Quando eu sussurro uma palavra boba em seu ouvido, pra que fique calmo. Está ali, quando seus olhos batem nos meus. Quando te levo a conhecer aquela peça de teatro que eu tanto gosto, e fico virando minha cabeça em direção à sua só pra conferir se sorri. Quando segura minha mão e me diz pra esquecer tudo que dói. Quando nos encontramos na cama...&lt;div&gt;Que vai e passa; É terno, o nosso amor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-584047190272809286?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/584047190272809286/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=584047190272809286&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/584047190272809286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/584047190272809286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/amor-nosso.html' title='É terno.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1763000993163994766</id><published>2010-10-16T12:02:00.002-03:00</published><updated>2010-10-16T12:48:10.171-03:00</updated><title type='text'>Salto.</title><content type='html'>Depois de perder meus limites e minhas convicções, pensei que pudesse viver encamada eternamente. Pobre de mim que perdi também as pernas e senti nos olhos uma espécie de glaucoma. A dor era incômoda, por mais que eu tivesse providenciado os mais aconchegantes lençóis e travesseiros. Eu estava parada e meu corpo queria saltar. Infelizmente, não podia avistar de longe um lugar para aterrissar. &lt;div&gt;Foi num sonho, então, que me encontrei com duas criaturinhas. Anjos que fugiram do céu, porque não aguentavam tanta tranquilidade paradisíaca. Perceberam que eu era meio como eles. Pequenina, num cenário acolhedor. Mas inquieta! Com vontade de saltar do alto. Me seguraram pela mão e me levaram pela janela. O vento frio batia por todo meu corpo. Eu voava de olhos fechados, com o corpo inerte, carregada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um pequeno besouro posou sobre meu rosto e puxou meus cílios para cima. Deparei-me com o sol forte batendo sobre minhas pálpebras. Virei o rosto. O dia lá embaixo estava cheio de pessoas caminhando e correndo. Algumas com mais pressa, outras apenas passeando. Não me preocupava com o motivo de qualquer uma delas agir daquele modo. Na verdade, só pensava em como é que de repente eu simplesmente deixei de fazer parte dali.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dos anjinhos grita pra mim "Chegou! Era aqui que você queria chegar, não é?" Eu estranhei... E o outro pôs-se a falar seguidamente "Nós escolhemos, então. É daqui, menina, é daqui que a senhorita vai saltar" E aquelas mãozinhas miúdas e juvenis me soltaram. A queda (ou o salto) teve a intensidade esquisita daquilo que é desconhecido. Uma voz vinda de não sei onde sussurrou dentro de mim "Concentre-se". Fechei os olhos. Entrei em mim mesma. Esqueci da queda e concentrei-me no salto. Assim nada de mal parecia capaz de me atingir. Mas foi quando entrei em mim, que percorri minha mente, que percebi que nenhuma resposta me era dada. Minha mente estava vazia e gritei dentro dela "É isso? É só isso que eu vim ver? O que é que você deveria realmente me mostrar?!" E a voz calma apenas disse "A resposta tá aí dentro de você, é isso que você está vendo. E uma ordem: Preencha-se".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1763000993163994766?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1763000993163994766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1763000993163994766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1763000993163994766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1763000993163994766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/salto.html' title='Salto.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7650695104349807261</id><published>2010-10-12T12:56:00.003-03:00</published><updated>2010-10-12T13:10:24.140-03:00</updated><title type='text'>Tempestiva.</title><content type='html'>Pingo por pingo, a chuva vem chegando aos seus ombros. Leve. Pingo por pingo, já saía em previsões outros mais. Outros tantos.&lt;div&gt;Ela não entendia o quê tanto lhe feria que lhe fazia chamar a chuva. Parecia uma vontade imensa de se limpar, enganada. Chuva ácida. Quando vinha, não limpava ninguém. Fazia arder os poros. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7650695104349807261?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7650695104349807261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7650695104349807261&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7650695104349807261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7650695104349807261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/tempestiva.html' title='Tempestiva.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-852075161095803559</id><published>2010-10-06T22:52:00.006-03:00</published><updated>2010-10-06T23:43:01.694-03:00</updated><title type='text'>Eu e você.</title><content type='html'>Tenho certeza que nosso ritmo criou-se da bossa nova. A sintonia quentinha que ligava seus olhos aos meus e tudo o que poderíamos ter vivido. Havia um ritmo, lembra? Um ritmo calmo que eu e você dançávamos de olhos fechados. &lt;div&gt;Perguntaram-me mais cedo "Mas e vocês, como estão?" Respondi "Vocês quem?" Olhei para o lado à procura de alguém. Até que, enfim, este terceiro sussurrou seu nome. Só ri e expliquei que não existíamos. E não é verdade? Nunca houve nós, nem vocês. Nunca aprendemos a nos juntar tanto assim. Toda a sintonia que existia era tão abstrata que inventávamos nomes mil para esconder o medo de simplesmente sermos para sempre eu e você. Eu e você, sempre precisando de uma preposição para juntarmos. Não nos misturávamos, eu e você. Só continuávamos aos encantos, aos beijos distantes e sufocantes.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Lembro que um dia, ao som de Tom Jobim, você me segurou e explicou-me baixinho que me amava. Nunca vou esquecer seu rosto naquele momento, fugitivo. E imagino que nunca tenha esquecido meu beijo em sua nuca, trêmulo. Não sei bem porquê, depois disso deitamos na cama de costas viradas. Fui buscando qualquer parte de você com minha mão esquerda, tateando seu corpo até encontrar a sua. Segurei-a forte. Sabia que você preferia não me encarar. Tentei adivinhar-te então, através daquela leve umidade que lhe invadia as palmas. E passei a amar-te de volta. Mas continuamos sem saber como virarmos uma coisa só. Ainda que quiséssemos, à cada segundo ficávamos mais distantes na cama. Sempre com as costas viradas. Você tentava se proteger de sei-lá-o-quê, e eu me contentava apertando suas mãos cada vez mais forte e sentindo seu suor frio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo depois de tanto tempo que tombou da cama e se retirou pela porta em passos leves, ainda sinto-me apertando suas mãos. Não consigo sentir que tenha realmente partido. Talvez se eu virasse a cabeça em direção à porta, pudesse comprovar. Mas tenho medo. De perceber que fiquei eu e? Nossa história.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-852075161095803559?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/852075161095803559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=852075161095803559&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/852075161095803559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/852075161095803559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/eu-e-voce.html' title='Eu e você.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-8349348524017617179</id><published>2010-10-04T23:53:00.003-03:00</published><updated>2010-10-04T23:58:32.938-03:00</updated><title type='text'>Que foge com rapidez.</title><content type='html'>E essa minha sensação de que estão todos correndo? Atrás não sei do quê. De outra coisa qualquer. Do fim. De um outro início. E que metáfora é essa, a vida. Fugaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-8349348524017617179?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/8349348524017617179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=8349348524017617179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8349348524017617179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8349348524017617179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/10/que-foge-com-rapidez.html' title='Que foge com rapidez.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6547294860055527316</id><published>2010-09-27T00:59:00.006-03:00</published><updated>2010-09-27T01:34:58.630-03:00</updated><title type='text'>Vicioso.</title><content type='html'>Você se aproximou depois de perceber meus olhares de desejo. Você chegou como quem já sabe bem o que quer. Ainda que essa certeza jamais racionalizasse dentro de si. Sorria das minhas retribuições tão singelas. Esforçava-se a mostrar-se forte. Mas às vezes começava com um discurso que não sabia pra onde ia, nem de onde vinha. Me enchia de palavras pesadas, que juntas não diziam coisa alguma. Eu me esforçava a compreender, a relevar, e a crer que com o tempo te entenderia. Eu cria que o tempo viria. &lt;div&gt;Você ali, no palco. Você, de novo. Você, com uma voz ardente, com os lábios quietos. Você, ora ruiva, ora morena. Você, às vezes com seus cabelos longos. Mudava a cor dos olhos. Trocava constantemente de nome. De gostos, de sabores, de jeitos. Mas continua sendo você que, com o poder do toque, ao encostar em meu ombro e virar a beirada do seu rosto em minha direção, me encantou. Que ao cantar uma canção francesa para centenas, sem perceber minha presença, derrubou-se em mim. Um encontro casual. Te conheci de novo. Já sentia sua falta. Seu toque. Sua voz. Sua casualidade. Sua intensidade. Não me surpreendi ao perceber que acabava de deparar-me com um novo amor. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas chega uma outra voz. Uma voz interna, terrível, verdadeira e contemplativa, me dizendo que talvez não fosse amor novo coisa alguma. Disse-me que talvez fosse apenas lembrança de amores passados. Irrelevante. Mesmo meus amores passados tinham qualquer coisa de inconveniente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não temo meter-me em bolas de neve. Meu medo é que o tempo, de novo, não chegue.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6547294860055527316?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6547294860055527316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6547294860055527316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6547294860055527316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6547294860055527316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/vicioso.html' title='Vicioso.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5761397113040909713</id><published>2010-09-18T15:14:00.002-03:00</published><updated>2010-09-18T16:18:53.215-03:00</updated><title type='text'>Montanha-Russa.</title><content type='html'>Busco qualquer tipo de conforto em casa. Acolho-me no meu ninho, dentro daquilo que acostumei-me a chamar de lar. Como chocolates que vêm me dar prazer. Me ajudam a controlar a dor. A dor que é (e)terna e sumirá no fim do dia. &lt;div&gt;Não tenho coragem de abrir a porta de casa, nem de dar às caras para a vida. O medo de me cortar com farpas e arames mal colocados lá embaixo me faz retroceder. Para onde é que não sei. Já dói muito por aqui, sozinha e presa à mim mesma.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofro a vida. Agora. Com intensidade nos sentimentos que tenho e que devo largar. Mas o Sentir já é conhecido de mim. Parece até mais fácil, mais simples. Deixá-lo comigo e caminhar com ele. Entrego-me à dor com a facilidade de uma criança descuidada. E sinto-me assim exagerada também aos meus prazeres. Desejos me vêm a todo tempo. Instáveis. Fortes. Quero agora isso. Para meu desespero, nada mais suprirá, e Isto está em falta no mercado ao lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E ontem eu estava feliz. Hoje acordei com insuficiência de consciência. Depois, me vi a sorrir na sua frente. Agora, isolo-me e não quero ninguém mais. Mais tarde, tenho certeza que vou dançar. Em qual sentido, não posso prever.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5761397113040909713?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5761397113040909713/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5761397113040909713&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5761397113040909713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5761397113040909713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/montanha-russa.html' title='Montanha-Russa.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-8710968462609324190</id><published>2010-09-16T18:48:00.005-03:00</published><updated>2010-09-16T22:40:29.343-03:00</updated><title type='text'>O casamento mais perturbado.</title><content type='html'>Acredito que entendi finalmente de onde vêm essas nossas crises e nossas insatisfações com nós mesmos. Você adora repetir-me que o problema de um casamento é o excesso de convivência. Ficamos conhecendo manias irritantes e humores desagradáveis da pessoa que amamos, e nos aborrecemos. Então é óbvio, afinal, que acabamos nos aborrecendo com nós mesmos com tanta frequência. Conviver 24 horas com a mesma pessoa desde o início da vida e se conhecer tão bem assim não podia ser menos desgastante. E não há auto-estima que não se confunda ao lembrar da impossibilidade do divórcio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-8710968462609324190?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/8710968462609324190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=8710968462609324190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8710968462609324190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8710968462609324190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/o-casamento-mais-perturbado.html' title='O casamento mais perturbado.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-527752067953466103</id><published>2010-09-15T10:42:00.014-03:00</published><updated>2010-09-16T17:55:58.028-03:00</updated><title type='text'>Precipitadamente.</title><content type='html'>Havia uma menina na parada de ônibus. Uma menina quase-loira, quase-baixa, quase-magra. Quase-bonita. Seus olhos indecisos ficavam entre o azul e o verde. Sua boca, entreaberta. Eu, que a olhava de quase-muito-perto, resolvi quebrar barreiras e assumi minha proximidade, para poder melhor narrá-la. Em sua pele branca, vi alguns vestígios de acne que ela deve ter tentado se livrar. Sua roupa, uma rasteira bonita e antiga, um casaco que deve já ter sido incrivelmente atraente um dia. Hoje, desbotado; como o resto da figura inteira de quem vestia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava com preguiça. Gostaria de caminhar até a casa do seu tio. Mas preferiu esperar um ônibus e poupar-se do cansaço que uma caminhada lhe traria às pernas naquele momento. Qualquer ônibus que vá até a w3 sul, por favor. Repetia para si mesma silenciosamente. Era um ônibus azul que precisava. Passaram vários amarelos, vermelhos, verdes, e Helena podia jurar ter visto também um roxo, rosa, caramelo… tudojunto. Não sabia bem de onde vinha o delírio. Mas como é que não passava o ônibus que queria?&lt;br /&gt;Certo, pensou ela. Vou esperar mais 5 ônibus, se o 5o vier e não houver sinal do meu, vou-me embora caminhando. E então ela sentou-se. O mundo parecia conspirar contra sua preguiça, pois passou a não enviar mais ônibus quase nenhum. &lt;br /&gt;Sentada, seus olhos passaram a fechar levemente, e incompletamente. E tudo tão cheio de mente assim, inclusive Helena. Começou a sentir-se suja, incapaz. Não conseguia enxergar-se subindo à canto algum. Talvez não conseguisse nada daquilo que ansiava. Nunca fora boa nisso, de qualquer forma. Não achava que seus desejos fossem tão impossíveis para alguma outra pessoa. Mas para ela era distante. Ela olhava pro horizonte dos seus sonhos e conseguia ver-se acordando de um baque na melhor parte da ilusão. E de repente nada mais parecia real. E ela nem mesmo havia conquistado suas vontades ainda.&lt;br /&gt;Pensou também em tudo que teria que lidar na vida. Agora, continuo indo à escola. Acabando esse Ensino Médio, vou tentar entrar para uma faculdade. Depois, trabalho. Isso não era tão aprisionador. Mas imagina se ela tivesse filhos? Imagina ter sua própria casa, ter que pagar suas próprias contas? Se ela mal dá conta de ir caminhando à casa do tio! Ela via-se, já, daqui há 20 anos, sofrendo daquilo que têm chamado de doença… Via-se estressada. Morreria de câncer devido aos seus cigarros múltiplos desde os 16 anos. Se o stress tende a aumentar, ela que não ousaria parar de fumar. Saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos, e enquanto o destino mo conceder, continuarei fumando, dizia ela emprestando-se um pouco de Fernando Pessoa.&lt;br /&gt;Continuou descendo às suas profundezas da mente. Pensou em pessoas e no quão impaciente todas elas se tornaram. Inclusive ela mesma. Relacionamentos virtuais são mais fáceis porque você tem a opção de responder ou não. E você pode mentir, também, sem seus olhares desmentirem. Ai! Ai, não! Mas ela queria um dia escrever um livro! Como poderia, com esse mundo tão perdido? Não tinha vontade de escrever sobre nada que conhecia. E não acreditava em nada que criava. Percebia então como seria mais fácil deixar para os outros, essa coisa de viver.&lt;br /&gt;Mas que camada fina de vácuo começou a tomar conta dela, depois do terceiro ônibus. Fechou os olhos por completo desta vez. Tentou até enxergar qualquer coisa lá dentro. Imaginou-se a si mesma, mas não viu nada. Abraçou-se e encolheu-se, sem apego. Queria apenas ocupar menos espaço daquele mundo terrível.&lt;br /&gt; Passou o 5o ônibus. Era o dela. Resolvi ir avisá-la. Toquei em sua pele, gélida. Ela não se moveu. Foi só quando toquei seu pulso que percebi que já estava morta. Precipitada mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei explicar meu desespero, como narradora de figura tão querida à mim, ao perceber que não pude dar à ela outro destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-527752067953466103?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/527752067953466103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=527752067953466103&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/527752067953466103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/527752067953466103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/precipitada-mente.html' title='Precipitadamente.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4896087866469579741</id><published>2010-09-13T23:41:00.004-03:00</published><updated>2010-09-14T00:20:01.447-03:00</updated><title type='text'>Quebra-cabeças.</title><content type='html'>E se eu te disser, assim... que te descobri? Te desvendei. Desvendei teu amor, segredo meu. Percebi quase sem querer. Ou melhor, nunca quis, mesmo. Mas dentro de todas suas curtas palavras via uma pista. Pequena, que seja. Se formaram num quebra-cabeça e agora eu posso ver. Vou emoldurá-lo. Cuidá-lo e apreciá-lo. Ainda que de longe, ainda que distante. Um cenário bonito que me entristece até certo ponto. Minha vida já tão cheia de desamores... Por que é que havia de apaixonar-me logo por um amor assim, tão seu? Alheio a qualquer coisa que me pertença.&lt;div&gt;Ter enfim descoberto, ou criado uma imagem bonita para o que nunca saberia compreender através desses seus olhos vagos e grande estatura, me trouxe certo alívio. Respirei devagar. Segurei os teus ombros, abracei teus cabelos, beijei os teus pés. Depois voltei a ver-te formosa em minha parede. Como nunca havia antes percebido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Já passei muitos anos em busca da felicidade. Não ligo mais para isso. Hoje, procuro apenas o bem-estar. Procuro apenas cuidado. Sou carente de um abraço, de um carinho. Mas aprendi a entender-te tão mais bonita em meu quadro que em meus braços... Ainda que continue firme do meu lado, do outro lado da cama. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pode desconstruir-se. Vamos lá. Eu sei que não permanecerá aqui por tempo longo. Sei que assim que o sol bater nessa minha antiga cortina pesada, você irá embora sem se despedir. Não me importo. Talvez sinta falta. Mas não se importe com isso. Só quero que, por favor, não leve embora o quadro. Nem enfie seus saltos finos pela moldura em meio a sua fúria. Passei tempo demais montando esse quebra-cabeça. Tão alheio a mim, mas tão cheio de desejos meus. Deixe-o como lembrança, por favor, uma imagem de você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4896087866469579741?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4896087866469579741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4896087866469579741&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4896087866469579741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4896087866469579741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/quebra-cabecas.html' title='Quebra-cabeças.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5246056316394958215</id><published>2010-09-10T12:12:00.003-03:00</published><updated>2010-09-10T12:49:28.119-03:00</updated><title type='text'>Açaí.</title><content type='html'>Estava eu do seu lado, no carro. Eu olhava pela janela os ipês amarelos, enquanto você me contava algo sobre o livro que estava lendo. Eu prestava atenção em ti junto com todo o resto daquela atmosfera. A cidade marrom e deserta. Os ipês colorindo... Algo como um quadro retratando um deserto, usando as cores quentes das flores para reforçar o calor. E nós ali no carro. Sem ar-condicionado, com as janelas abertas. Meus cabelos voando. Quente, muito quente, embora o vento tentasse me acalmar. Não conseguia, infelizmente. Hora do rush. O vento nem conseguia ousar conosco se acabávamos precisando continuar parados.&lt;div&gt;Muita gente na rua. Nossa, quanto cachorro! Uma menina andando de skate. Grupos de adolescentes saindo da escola com mochilas enormes. Você parou um pouquinho para prestar atenção também. Não sabia se amava aquilo ou se desprezava aquilo. Era uma linha tênue, com certeza. Mas eu falei pra você outra vez que a maior beleza estava nas coisas mais melancólicas. Você riu da minha tentativa de poetizar qualquer coisa comum, ali no carro, com pressa para o almoço. Nessa hora virei a cara para a janela outra vez. Eu amava te escutar rindo. Mas não suportava olhar para seus olhos e vê-los esperando que eu risse de volta. Até gostaria. Mas rir pra mim é uma coisa mais complicada. Nessas horas mais gostosas, prefiro rir internamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passou um tempo e pude ficar olhando para você outra vez. Dirigindo com atenção, e com alguns poucos raios de sol batendo na sua pele. De tudo isso, começou a surgir em mim uma espécie de bem-estar. Um bem-estar melancólico. Portanto, bonito. "There's so much beauty in the world I feel I can't take it"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a sensação que batia forte em mim é de que faltava alguma coisa. Existe uma coisa que quero agora, pra tudo ficar bem. É uma emoção, quase. Uma vontade roxa. Intensa e tão simples. Mas como é que eu descobriria o que é? Minha boca enlouquecida, quando a vontade chegou até ela, formulou sozinha as palavras: "Queria tanto um açaí!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E você riu de mim mais uma vez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5246056316394958215?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5246056316394958215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5246056316394958215&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5246056316394958215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5246056316394958215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/acai.html' title='Açaí.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7779386153957711507</id><published>2010-09-05T12:37:00.008-03:00</published><updated>2010-09-14T01:06:05.817-03:00</updated><title type='text'>Sem título.</title><content type='html'>Não se preocupe. Já sei que sente e que sente muito. Percebo intensidade nos pêlos de sua pele, que sobem ao meu toque. Eu cheiro teus cabelos num abraço, curto seus olhares focados em coisa alguma. Mas focados. Perdidamente focados em algo que não se pode ver. Sei que em algum momento acabarei repetindo para ti o mesmo que já disse para outros. Já sinto. Está me puxando para si com uma corda fina que me dá gosto. Me faz bem. Me cura.&lt;div&gt;E desculpa se ainda não soube deixar outrem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Desculpe-me por não estar só contigo esta noite. E principalmente, desculpe-me por tentar embelezar minhas babaquices que nada têm de bonito ao te fazer chorar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7779386153957711507?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7779386153957711507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7779386153957711507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7779386153957711507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7779386153957711507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/09/sem-titulo.html' title='Sem título.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2247476610630350004</id><published>2010-08-30T23:26:00.007-03:00</published><updated>2010-08-31T00:57:36.814-03:00</updated><title type='text'>Abracadabra (Luiz Päetow)</title><content type='html'>Ele falou para si. E você, se existe, ouviu. Mas não. Não. Não existes. Ele falou para si. Ele juntou as palavras, pausadamente. Ele disse, e só ele escutou. Lá estava ele. Parado. Quieto. Só ele ouviu. Dizia para ele, apenas. Disse-se. Se desse, gritaria. No silêncio. Gritaria pausadamente. Não. Não. Berro. Berraria. Ria. Com o olho. Olharia. Com olhar, riria. Quer dizer, berraria. Então, em tão quieto sussurro. Subiu. Sim, subiu. Subiu a voz. Um brado. Retumbante. Que ressoa. Eco. E todas suas derivações. Lógica. Com sobriedade. Sim, ele sussurrou o que dizia e queria gritar, mas berrou, como em um brado ressonante. Disse. Escapuliu de sua boca. Ôca. E seus olhos acompanharam a voz que não saía. Avós permaneciam. Ele, parado. Para o lado. Sem direção. Endireitou-se. À esquerda. Não se moveu. Comoveu. Como viram alguns somente. Só mente. De mentira. Uma mente que tira. A verdade. Passa a ver idade. Sem pressa. Compressa. Para o corpo meio morto. Ou torto. Que se esquiva. Esquina. Na quina do que não conhecia. Reconhecia. Uma voz. Atroz. Suportável. Dentro. Então, insuportável. Insustentável. Peso. Jogado para fora. Fora sim. Assim se foi. À voz: "Solidão é o aumentativo de sólido"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2247476610630350004?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2247476610630350004/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2247476610630350004&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2247476610630350004'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2247476610630350004'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/abracadabra-luiz-paetow.html' title='Abracadabra (Luiz Päetow)'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5181903929015572537</id><published>2010-08-25T16:24:00.007-03:00</published><updated>2010-08-25T23:45:47.342-03:00</updated><title type='text'>Coração em dois.</title><content type='html'>Ela se juntou conosco na cama e, a princípio, achei excitante. Imagine só. Até pensei que na verdade quem estivesse sendo carregada junto era eu e não ela, mas não me importei. Estava contigo ainda assim. E você estava me enchendo de carinhos e beijos. Não reclamaria de nada jamais.&lt;br /&gt;Nossos três corpos se juntaram, sentia tua respiração acelerar e a beleza dos cabelos dela. Os seios dela encostavam os meus e voltavam para você rapidamente. Ela te queria. E eu percebia em ti a confusão, em seu olhar. Você me puxava para seu lado, porque sentia medo dela. Ela te atraía absolutamente. E seu medo era que ela pudesse te dominar. Mas ela é tão distante, ela é tão difícil, ela seria tão impossível para você, infelizmente. E eu sabia. Você nunca me mentiu.&lt;br /&gt;Eu sabia que por mais que adorasse ter a presença dela ali, não passava de um sonho que você adorava criar. Um momento passageiro. Logo sentiria sua ausência. Só não entendi porque é que eu estava ali também, dessa vez. Você não costumava permitir-me caminhar por este teu mundo tão intimamente.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/THXVKcnsrqI/AAAAAAAAArg/H0plT7Q-tDA/s1600/tumblr_l6e09zyt6m1qd1k62o1_400_large2+%282%29.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 220px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/THXVKcnsrqI/AAAAAAAAArg/H0plT7Q-tDA/s320/tumblr_l6e09zyt6m1qd1k62o1_400_large2+%282%29.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5509544094615776930" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Foi dentro deste sonho teu (ou meu?) que eu percebi que na verdade nunca estive apenas contigo. Ainda que não tivesse nenhuma outra mulher de carne e osso do nosso lado, você sempre dividia seu coração em dois pedaços. Eu sorria por saber que um ao menos era meu. E nutria tanta paixão por ti, que acabei roubando-lhe tua segunda paixão, e entregando-a um pedaço do meu coração também. No fim, só quem ganhou foi ela, que não teve de partir coração algum e ainda recebeu duas metades que poderia unir se quisesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinha, ela carregava consigo qualquer possibilidade que eu e você teríamos de nos amar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5181903929015572537?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5181903929015572537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5181903929015572537&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5181903929015572537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5181903929015572537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/coracao-em-dois.html' title='Coração em dois.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/THXVKcnsrqI/AAAAAAAAArg/H0plT7Q-tDA/s72-c/tumblr_l6e09zyt6m1qd1k62o1_400_large2+%282%29.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2552368307642425588</id><published>2010-08-21T00:26:00.005-03:00</published><updated>2010-08-21T03:37:22.600-03:00</updated><title type='text'>Vida,</title><content type='html'>A vida entra em mim descabendo no tamanho. Sou pequena, eu digo. Não cabe você inteira aí dentro de mim. E por que insiste em caminhar comigo? Não me dá soluções, apenas me ocupa espaços. Vá embora, só um pouquinho. Vá e me deixe um instante só. Quero brincar um pouco como uma boneca de pano, sem vida, mas tão bonita e querida a um olhar de criança.&lt;br /&gt;Tá certo, vida, faz questão de vir em mim. Então posso desabafar? Deixe-me dizer o que me incomoda. Sim, te amo como nunca seria capaz de amar mais nada nem ninguém. Mas... Sim, há um Mas. E sei que triste é escutar um Mas assim depois de uma declaração de amor. Mas preciso, entende? Deixe-me, tente compreender-me.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mas&lt;/span&gt;... Mas o efeito que você tem em mim é incrivelmente bonito. Sua presença me é inspiradora. Mais do que qualquer obra de arte ou tom de céu. Afinal, acho que a arte e os tons de cores ficam mais bonitos quando te tenho do lado. Enfim, não posso distrair-me. Tentarei com muita dificuldade focar-me no que quero lhe contar. Então... Então, és linda demais e deixa-me mais sublime, mais apaixonada. Aflora em mim incrível simpatia. Incrível capacidade de sentidos. Entrega-me poesias a escrever e brilhos nos olhos. E logo, por fazer-me perceber tudo isso, por fazer-me aceitar tudo isso, por fazer-me acreditar nas belezas das idiossincrasias, por fazer-me, enfim, intensificar-me, torna-me também mais vulnerável às dores que existem por aí. E é por isso, vida, é só por isso que às vezes gostaria que se afastasse um pouquinho só, enquanto eu planejo algumas regras para te apresentar da próxima vez que você quiser voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só um pouquinho, hein. Um pedacinho de mim pelo menos, que pare de viver. Indico-lhe deixar um pequeno espaço livre primeiro em meu coração, pra que eu não o dê tanta atenção por ora. E depois, que espace um pouquinho a minha mente, para que eu consiga pensar melhor em como ajeitar-me, sobriamente. E por último, que libere minha mão direita para que eu possa fazer anotações. Aí peço que leia tudo que eu pôr no papel. E que, caso aceite meus termos e condições, que volte. E volte mesmo, tá? Eu te amo sim, mas preciso me organizar, me encontrar antes de entregar-me a ti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2552368307642425588?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2552368307642425588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2552368307642425588&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2552368307642425588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2552368307642425588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/vida.html' title='Vida,'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-9172481084692535281</id><published>2010-08-19T02:24:00.003-03:00</published><updated>2010-08-19T03:54:44.122-03:00</updated><title type='text'>Cor de fogo [Parte 1]</title><content type='html'>Sou um bobo. Nunca havia assumido isso a mim com tanta convicção. Encantei-me de pronto com seus cabelos. Seus cabelos vermelhos e longos com cachos ao cair dos fios. Encantei-me como se nunca tivesse visto nada parecido. E talvez nunca tenha mesmo, pensando bem; tirando as capas de revistas que observo em bancas de jornal.&lt;br /&gt;Nem era assim tão bonita. Ou não pretendia ser. Ou não tivesse tempo para isso. Mas isso só percebi depois. Sim, porque no primeiro dia de aula chegou magnífica, com um vestido verde e olhos delineados, e talvez guarde essa imagem sua em mim ainda. Mas nos dias que se passaram, entrava atrasada, quase sem fôlego, com um jeans que não lhe caia bem e com uma blusa certamente antiga que usava já fazia anos.&lt;br /&gt;Não sou de reparar tanto assim nas pessoas. A maior parte do tempo fico quieto, silencioso, esperando que a vida passe calma. Mas você me chamou atenção. Você lia um livro com uma capa curiosa, com um desenho estilizado de pássaros dentro do mar. Sim, achei terrivelmente interessante. Busquei o nome do livro. Mas vamos lá, não há como encontrar o título de um livro com uma capa assim. Sei que o queria. Queria também seus cabelos e despir suas roupas surradas. Que vulgar, você diria hoje, caso lhe contasse isso.&lt;br /&gt;Você era também incrivelmente simpática e distante, ao mesmo tempo. Chegava cumprimentando todos ao seu lado e depois sentava e abria seu livro até que o professor chegasse a algum assunto que lhe despertasse. E quando desperta, endireitava a coluna e seus olhos seguiam o professor a qualquer ponto, até que tudo lhe parecesse enfadonho outra vez. E abria novamente seu livro.&lt;br /&gt;Passaram-se duas semanas e eu sentava sempre umas cadeiras atrás de você, nem sei se me percebia até então. Acredito que qualquer dia eu peça a você que me tire a dúvida. De qualquer maneira, não é como se estivesse apaixonado por ti. Na verdade, só lembrava de você quando entrava na sala ofegante. E passava duas breves horas olhando para ti porque talvez me faltasse um bom livro para distrair-me.&lt;br /&gt;Depois é que seus cabelos cor de fogo começaram a arder em mim. E foi aí que tudo se agravou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-9172481084692535281?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/9172481084692535281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=9172481084692535281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/9172481084692535281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/9172481084692535281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/cor-de-fogo-parte-1.html' title='Cor de fogo [Parte 1]'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4865382357036546157</id><published>2010-08-16T14:59:00.001-03:00</published><updated>2010-08-19T03:23:26.063-03:00</updated><title type='text'>O quê (re)escrevemos ali eu não sei o que foi.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzNyk5jfXI/AAAAAAAAAqw/tHZtWXww7kE/s1600/tumblr_l77xgxY2Ui1qbngv1o1_400_large.png"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 243px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzNyk5jfXI/AAAAAAAAAqw/tHZtWXww7kE/s320/tumblr_l77xgxY2Ui1qbngv1o1_400_large.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507002713149504882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Encontramos-nos de novo à beira mar. Exatamente como antes. Mas hoje seus olhares estavam chorosos e contou-me de ti de forma que nunca havia antes sabido. Eu, pelo contrário, falei bem menos. Minha vida anda tão desinteressante há tanto tempo. E talvez justamente por isso conseguisse te escutar tão bem.&lt;br /&gt;Mas eu, ainda assim, não sei o que foi que aconteceu. Estávamos deitadas na areia e aos poucos os pedaços do nosso corpo foram se encostando timidamente. Sem querer? Sim, talvez fosse o vento frio que fazia com que meu corpo pedisse por um pouquinho mais de calor.&lt;br /&gt;Você percebeu que não queria falar sobre minhas feridas de vida. Abraçou-me terna e mostrou-me que me amava ainda como tanto amou anos atrás. Ou talvez só fosse a forma que encontrou para agradecer meus ouvidos tão generosamente emprestados a ti. E talvez eu só quisesse te agradecer de volta, por ter respeitado meus silêncios.&lt;br /&gt;Mas sei que ao menos um pequeno verso de amor escrevemos ali. Só não sei o que foi. Com certeza meus sentimentos misturados aos seus devem ter formado algo novo que talvez seja incompreensível pra qualquer uma de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4865382357036546157?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4865382357036546157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4865382357036546157&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4865382357036546157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4865382357036546157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/o-que-reescrevemos-ali-eu-nao-sei-o-que.html' title='O quê (re)escrevemos ali eu não sei o que foi.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzNyk5jfXI/AAAAAAAAAqw/tHZtWXww7kE/s72-c/tumblr_l77xgxY2Ui1qbngv1o1_400_large.png' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-3446489579027167079</id><published>2010-08-16T09:03:00.002-03:00</published><updated>2010-08-21T00:48:13.587-03:00</updated><title type='text'>Vodka.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TG9McjTpDJI/AAAAAAAAArY/0uZpjmreYro/s1600/Behind_the_mask_by_IfASongCouldGetMeYou_large.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 286px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TG9McjTpDJI/AAAAAAAAArY/0uZpjmreYro/s320/Behind_the_mask_by_IfASongCouldGetMeYou_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507704922695077010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você fica assim, sorrindo como amiga. Fácil. Jura saber muito mais que eu sobre as coisas todas. Quer me dominar, isso eu sei. Mas fui eu a tola que corri atrás de ti, tu só sorriu. E talvez essa já tenha sido sua primeira conquista. Agarrou-me e percebeu que procurava em ti um veneno que me fizesse sumir. Providenciaste todo o teor alcoólico, enviou-me suspiros de prazer. Depois me tacou no chão e me deixou quieta num canto para que pudesse eu mesma terminar de acabar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte acordo com a esperança de que tenha sido apenas um sonho ruim. Mas ali está você na minha frente, no espelho, com sua cara barata e arrogância conhecida, dizendo que eu caí na sua outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-3446489579027167079?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/3446489579027167079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=3446489579027167079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3446489579027167079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3446489579027167079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/vodka.html' title='Vodka.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TG9McjTpDJI/AAAAAAAAArY/0uZpjmreYro/s72-c/Behind_the_mask_by_IfASongCouldGetMeYou_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6316753428743720952</id><published>2010-08-11T23:11:00.005-03:00</published><updated>2010-08-11T23:52:49.022-03:00</updated><title type='text'>Carta Dele para Ela.</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Todos os caminhos se fecharam. Estou sem conseguir ir atrás de ti. Vou jogar esta carta ao vento e esperar fortemente que a receba. Ainda acredito que não demorará muito pra encontrar uma saída. Ocupo meu dia à procura, desde a primeira hora da manhã. Com intervalos para a comida e para o sono. Querida, aqui estão todos sendo tão bons comigo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Apesar da aparência cinzenta e da falta de bonitos jardins como os quais estávamos acostumados, encontrei aqui certa poesia. Resolvi cantar tons monocromáticos misturados com a simpatia de todos que se puseram firmes conosco. Entristeço-me por não ter te explicado tudo bem melhor antes. Se eu tivesse previsto que teria de partir, teria me esforçado mais a colocar-te ao meu lado.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Lamentos a parte... Não temos tempo para isso. Estou a escrever esta carta para lhe depositar um pouco mais de esperança, pra declarar-te o meu amor. Meu único medo hoje é que acredite que te esqueci ou que desisti de buscar-te. Não. Quero-te como nunca. E estou verdadeiramente obstinado a te encontrar onde seja. Só não me desespero porque sei que isso apenas me roubará concentração. E isso eu não quero. Espero que esteja firme também. Mas espero que também ainda pense em mim...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Meu bem, não há um só dia que eu não sonhe com o cheiro do teu corpo. Não há um só dia que teu olhar me deixe só. Lembro de você cantando-me baixinho as canções do amor. Aquelas quietas, silenciosas. Porém as que mais me faziam dançar. Teu canto calmo fazia cada parte de mim dançar teus compassos.  E sentia dançarmos juntos. Tu o pássaro raro, e eu o bobo que me encantava a imitar tuas folias.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;(Deixe-me lhe contar um segredo... Eu acredito ainda dançar junto de ti. Acredito mesmo. Creio que estamos juntos ainda, em algum plano que se encontre neste vasto espaço. Acredito com a certeza dos apaixonados, que temos um ao outro apesar de toda a distância terrena, e de todos os buracos no tempo. Finjo que nosso portal é a lua, e é a ela que canto para ti todas as noites, esperando que escute. Canto aquela música que gostas, da liberdade das fadas e dos risos dos solitários.)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:85%;"  &gt;Um grande beijo, amor meu. Não desistirei até encontrar-te e somar-te a mim mais uma vez, de corpo e alma. Espero que o vento consiga levar esta carta a ti, apesar das barreiras. E se receber, sorria. Sorria para a lua, que eu conseguirei enxergar teu reflexo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6316753428743720952?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6316753428743720952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6316753428743720952&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6316753428743720952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6316753428743720952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/carta-dele-para-ela.html' title='Carta Dele para Ela.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6948948766828835415</id><published>2010-08-11T12:50:00.002-03:00</published><updated>2010-08-11T23:17:43.004-03:00</updated><title type='text'>Carta Dela para Ele.</title><content type='html'>Provavelmente esta carta nunca chegará em suas mãos. Mas preciso escrever. Preciso tentar. Eu... Eu preciso ao menos depositar meus sentimentos e minhas confissões em algo, ainda que seja numa folha de papel, e esperar que o vento a leve até você. Meu querido, essa é a única esperança que me resta. Aqui, nada mais me apetece. As luzes fortes ofuscam nos meus olhos, e toda essa aparência não é capaz de esconder a tristeza deste lugar.&lt;br /&gt;Imagino caso consiga receber esta carta apesar de toda a improbabilidade, e quando penso assim, um esboço de sorriso rasga minhas bochechas desacostumadas de alegria. Não sei reconhecer o que me tornou tão infeliz. Pensei que com o tempo, foste aparecer de volta. Mas nada. Porque me abandonaste?&lt;br /&gt;Lembro muito bem de nós dois. Lembro de como apertava minha cintura e eu brincava com teus beijos. Lembro de toda a trilha sonora de gemidos e sussurros durante a noite. Não sei se, naquela época, algo me agradava mais que o seu prazer. E mais que isso, seu prazer junto ao meu. Hoje, tenho certeza que nada me agrada mais que as lembranças destes momentos. Todo seu tórax pulsava. Eu colocava minhas mãos em teus cabelos, em tua nuca e depois em todo seu corpo. E aí começávamos com todas aquelas acrobacias. Éramos fadas sem asas, nos sustentávamos um no outro. Ninguém mais caberia ali. Era uma dança criada através de nosso amor. E a música que tocava era a nossa chama acesa. E lembro de você dizer-me baixinho que enquanto ela estivesse assim tão flamejante, nossa dança só poderia acompanhá-la fielmente, sem pausas.&lt;br /&gt;Imaginava essa nossa paixão como uma fogueira ardente no campo, e nós dois sentados juntos ao redor dela, meu amor. Hoje, imagino que talvez fossem na verdade duas fogueiras diferentes e distantes uma da outra. Você esquentando suas mãos diante de uma, e eu na outra. E éramos incapazes de espiar com precisão a chama do outro. Será que era assim? Tua chama se apagou ao partir? Não consigo ver! Dê-me uma dica, ao menos.&lt;br /&gt;Lembro que quis me levar consigo. Pouco me importava o motivo de ir ou de ficar, tu sabes. Teria te seguido sem pensar. Mas me puxaram para trás. Puxaram-me, não deixariam que eu fosse se não acreditasse no motivo. Confundiram-me, amor! Gaguejei, e perdi tua presença neste mundo terreno. Eu não pensei que você pudesse ir e não voltar logo para mim. Quando demorou, resolvi eu então ir atrás de ti. Mas não encontrei caminho algum, apenas névoa. Adoeci. E encontraram-me já pessoas tristes e perdidas nisso que não é razão, sem possuir verdades e cheios da culpa de terem permitido que não só você, meu amor, partisse, mas que tantos outros também se fossem.&lt;br /&gt;Desde então, desisti. Desisti por não ver outra opção do que fazer. Aos poucos tudo foi perdendo a graça. Até as flores do jardim, querido! Até aquelas lindas flores azuis que passávamos tantas horas poetizando-as. Até elas hoje me parecem falsas. Parece que me desafiam; Como se estivessem aí para fortalecer a ironia deste mundo em que vivo e que já não faz mais sentido algum. Não tenho mais muita esperança para nada. Porém tenho necessidades trágicas. Como por exemplo, escrever algo e ver se quem sabe isso me acalme.&lt;br /&gt;Vou parar por aqui. Querido meu, sinto sua falta. Se pudesse voltar no tempo, teria ido contigo. Hoje tenho vários grandes motivos para deixar este lugar tenebroso. Mas não acredito que haja um caminho...&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um beijo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;ps. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Meus lábios agora tremem. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6948948766828835415?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6948948766828835415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6948948766828835415&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6948948766828835415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6948948766828835415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/carta-dela-para-ele.html' title='Carta Dela para Ele.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-3402368637566885987</id><published>2010-08-09T23:27:00.006-03:00</published><updated>2010-08-19T03:41:35.876-03:00</updated><title type='text'>Vita Brevis (Codex Floriae)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzSGSov6iI/AAAAAAAAArA/pOdcdFCSoAk/s1600/godgoddess_large.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 230px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzSGSov6iI/AAAAAAAAArA/pOdcdFCSoAk/s320/godgoddess_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507007449891072546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Ao deparar-me com a brevidade da vida, percebi que bobeira seria negar-me aos prazeres efêmeros que esta me propõe. Bobeira maior seria deixá-los entrar só de leve e negar intensidade. Sim, pois só gozamos de tudo que chega a nós se vivemos fortemente. Pensamentos passeiam, nos rondam, mas não podemos deixar que tomem conta. Tentar racionalizar, ao invés de amenizar a dor, a alimenta silenciosamente.&lt;div&gt;&lt;i&gt;E com tal potência, minha fome crescia. Meu desejo ardia em meu corpo inteiro. Cada pedaço de mim gritava por você imediatamente. Gritavam por teu corpo. Olhos fechados, beijos selados.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O uso dessa palavra - concupiscência - talvez seja injusto, para algo que é tão bonito. Sim, pois não é pura luxúria. Há algo além. Ceder aos prazeres que surgem com amor não é atitude libertina. É apenas viver a vida com o corpo e a alma. E nunca pensar em separar os dois.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-3402368637566885987?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/3402368637566885987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=3402368637566885987&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3402368637566885987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3402368637566885987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/vita-brevis.html' title='Vita Brevis (Codex Floriae)'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzSGSov6iI/AAAAAAAAArA/pOdcdFCSoAk/s72-c/godgoddess_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7614466885688103164</id><published>2010-08-09T22:48:00.004-03:00</published><updated>2010-08-19T03:26:08.079-03:00</updated><title type='text'>Resolução.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzOejsyywI/AAAAAAAAAq4/SmBdmL_yBlQ/s1600/http-+www.etsy.com+listing+52508934+modest-11x14-bogo-fine-art-print_large.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 162px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzOejsyywI/AAAAAAAAAq4/SmBdmL_yBlQ/s200/http-+www.etsy.com+listing+52508934+modest-11x14-bogo-fine-art-print_large.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5507003468741790466" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E quanto maior o esforço para esquecer-te, mais frequentes são meus sonhos contigo. É sabido que o desejo de deixar um vício (e uso esta palavra por pura liberdade à metáfora) costuma fortalecer ainda mais a falta. Queria poder comprar uma essência de ti na farmácia, como adesivos de nicotina.&lt;div&gt;Como tal solução só funciona na poesia, resolvi então permitir que continuasse em mim ainda que ilusoriamente. Vou completar os planos que deixamos para trás e viver com a presença tua que crio deliberadamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aos poucos, estou certa, me afastarei de ti e deixarei tua imagem partir só; Com as lembranças desconhecidas de tudo que criei sozinha para nós.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7614466885688103164?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7614466885688103164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7614466885688103164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7614466885688103164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7614466885688103164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/resolucao.html' title='Resolução.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/TGzOejsyywI/AAAAAAAAAq4/SmBdmL_yBlQ/s72-c/http-+www.etsy.com+listing+52508934+modest-11x14-bogo-fine-art-print_large.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7607874630048355989</id><published>2010-08-03T13:44:00.006-03:00</published><updated>2010-08-03T14:43:00.753-03:00</updated><title type='text'>A Lembrança Sustenta!</title><content type='html'>A inconstância da vida traz momentos onde é desejado deixá-la. Há dores que não se curam com os anos. Há sentimentos que não se vão com o afeto. Existem pessoas ao seu lado para te ajudar, mas que não conseguem lhe enxergar. Estava eu, só, a tomar um café na minha cidade que tão bem conhecia; Mas me sentia tão desconhecida por ela. As pessoas que passavam ao meu lado não me tinham como pedaço da vida. Aquele lugar independia de mim.&lt;br /&gt;Fui passeando pelos arredores. Reconhecia as árvores, sabia o caminho, percebia o sol no meu rosto. E todo esse conhecimento adquirido pela convivência e pelo costume de repente parecia sem sentido. Não parecia mais existir. Adentrei uma estrada nova. Uma calçada recém feita para cortar caminho à quadra. Cortar caminho. Cortar caminhos para quê? Por que a pressa? Se viver é exatamente ir em frente, sem atalhos!&lt;br /&gt;O que será, será; Já dizia aquela canção. E viver o que há de ser é que é simplesmente incrível. Não podemos moldar sozinhos todo nosso futuro. Olha só, aqui estou eu passeando por um caminho criado por terceiros, sem minha aprovação. Decidi caminhar por aqui, como poderia ter escolhido outro caminho que outro construíra. Ou poderia construir meu próprio caminho. Mas não poderia impedir outros de quererem cruzá-lo com o seu próprio cimento ou com sua presença. Nem gostaria. Bifurcações nos enchem com maiores possibilidades. E as pessoas que aparecem no caminho acrescentarão alguma coisa, nem que seja uma mera reflexão.&lt;br /&gt;Minha melancolia vai me forçando a andar mais lentamente. E um vazio toma conta de mim. Nada de carência, mas uma revolta de não saber ser o mundo. De não conseguir ser completa. De simplesmente quietar-me e não fazer de mim tudo que eu poderia. Será que minha vida faz sentido? Será que em algum momento ela já fez? Será que algum dia fará? É tão difícil pra mim responder, sendo que nem sei que sentido procuro, nem se realmente existe algum...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro por um momento. Uma canção toma conta da minha cabeça. Uma canção de ninar. Uma lembrança da infância. Vi vários sorrisos. Lembrei-me de brincadeiras. Vi-me a acreditar em fadas. Senti olhares de amor direcionados a mim. Vi-me correr ao vento. Senti de novo o mar pela primeira vez batendo nos meus pés. Notei teus dedos entrelaçados nos meus, tuas coxas em contato com as minhas. Vi-me dançar com diversos pares. Lembrei de coisas belas que escrevi com urgência apaixonada. E como tantas pessoas já me fizeram sorrir. Voltei para debaixo d'água, indo em direção à queda que, apesar de tudo, costumava formar lindos arco-íris.&lt;br /&gt;E foi aí que percebi tão claramente que são as lembranças que sustentam a vida, quando o presente e o futuro se mostram tão incertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[E percebi também que todo meu sentido de ser dependia de eu continuar a andar, no caminho que eu mesma escolhi.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7607874630048355989?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7607874630048355989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7607874630048355989&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7607874630048355989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7607874630048355989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/lembranca-sustenta.html' title='A Lembrança Sustenta!'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-96341988825202853</id><published>2010-08-02T01:55:00.000-03:00</published><updated>2010-08-02T01:55:06.201-03:00</updated><title type='text'>Algo a mais.</title><content type='html'>Via ele enervar-se à toa e a toda hora. Não aprendeu simpatias e negava-se a sorrir facilmente. Ria assim, de vez em quando, de uma coisa boba. Ia atrás de pequenos conflitos, satisfazia-se com eles. Pensavam que era egoísta, que só pensava em si e por isso mesmo destratava pessoas por motivos pequenos. E só por motivos pequenos. Preferia não resolvê-los e deixá-los presentes para que pudesse através de sua energia torná-los grandes, tempestuosos. Quase fazia-me acreditar na seriedade de seus pequenos grandes problemas.  E apesar de todos dizerem o contrário, passei a perceber que essa intensidade era prova de que sabia muito amar. Escondido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-96341988825202853?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/96341988825202853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=96341988825202853&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/96341988825202853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/96341988825202853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/08/via-ele-enervar-se-toa-e-toda-hora.html' title='Algo a mais.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6629507085302022581</id><published>2010-07-26T21:52:00.003-03:00</published><updated>2010-07-26T22:20:41.448-03:00</updated><title type='text'>Cantar você.</title><content type='html'>E foi vendo-te cantar que resolvi esquecer. Esquecer as coisas tolas que queria te dizer. Esquecer teus carinhos que não sei compreender. Quis ficar como estava ali, sentindo meus olhos brilharem e uma leve vontade de chorar. Uma vontade de você, uma vontade de te ter. Uma vontade que me satisfazia mesmo incompleta e sem poder. Meus sorrisos contidos, tentando entender uma amizade com você.&lt;div&gt;Não sei se é bem assim. E talvez nunca venha a me esclarecer. Talvez prefira assim, eu gostaria de saber. Não sei como me gostas. Mas por sorrir pra mim me conquista de jeito bonito. De jeito que mexe e me balança. De me deixar sem palavras, ar e certezas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;... E fica em mim só o desejo de ser capaz de (também) cantar você.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6629507085302022581?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6629507085302022581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6629507085302022581&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6629507085302022581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6629507085302022581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/e-foi-vendo-te-cantar-que-resolvi.html' title='Cantar você.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2281629517687508394</id><published>2010-07-25T16:40:00.007-03:00</published><updated>2010-07-25T21:15:13.857-03:00</updated><title type='text'>Sem título.</title><content type='html'>Ela olhou pra mim como quem vê a lua cheia. Ignorou que eu tivesse outras fases. Viu toda minha majestosidade amarelo-brilhante no escuro e acreditou que aquela era eu. Acabei por apaixonar-me por mim mesma através de seus olhos.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;[Rascunho de Alice. Incompleto.]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2281629517687508394?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2281629517687508394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2281629517687508394&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2281629517687508394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2281629517687508394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/ela-olhou-pra-mim-como-quem-ve-lua.html' title='Sem título.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4580900260030006029</id><published>2010-07-19T14:43:00.003-03:00</published><updated>2010-07-19T14:55:35.689-03:00</updated><title type='text'>Chorinho.</title><content type='html'>Cheguei ali debaixo do seu prédio. Não, não entrarei. Você nunca saberá que estive aqui. Vim só pra ver se dou a sorte de te ver passando de longe. De onde estou arranjei uma boa visão do seu portão, e estou logo embaixo da sua janela. Primeiro andar, sei que está aí escutando uma canção, um chorinho. &lt;div&gt;Choro junto, desafinada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas meu coração difícil vai tapando os ouvidos, involuntariamente. Sim, porque se ele pudesse pensar melhor e te escutar, ele já seria todo seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4580900260030006029?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4580900260030006029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4580900260030006029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4580900260030006029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4580900260030006029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/cheguei-ali-debaixo-do-seu-predio.html' title='Chorinho.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7331218872359999620</id><published>2010-07-15T14:47:00.006-03:00</published><updated>2010-07-15T15:24:51.592-03:00</updated><title type='text'>Quase.</title><content type='html'>Digo não à proposta dessa estrela brilhante que ofuscou meus olhos essa noite. Ela veio assim, cheia de graça, coisa mais linda que Vinicius jamais viu. Ali em Ipanema, no bar, na minha casa, na escuridão, ou no meio do infinito perto de nada. Só sei que lá estava ela observando toda minha pequenez. Se aproximou fingindo boas intenções. Talvez fossem boas mesmo. Não sei, porque preferi não experimentar. Falou que me mostraria flores. Disse que me levaria numa viagem genial. Contou-me tudo que eu poderia conhecer. Encantou-me com diversas visões de coisas que eram para mim desconhecidas. Falou-me sobre amor e sobre amizade. Contou-me que me levaria para um lugar onde existiriam abraços. Disse que não estava destinada a minha não-vida que levava tranquila.&lt;div&gt;Quase disse sim. Se pudesse, até teria sorrido. Ela me falou também sobre sorrisos e sobre felicidade. E acredito que sim, se pudesse teria sorrido, segurado sua mão, a abraçado e formulado uma frase bonita com uma coisa que ela chamava de poesia (Não fosse a minha pequenez, minha tranquilidade e minha não-existência...).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estava disposta. Quando ela de repente falou que de onde ela vinha as coisas também sempre acabam. Acabam de repente e sem aviso prévio. Disse que eu sairia de lá sem saber pra onde iria, ou se iria pra algum outro lugar.  Deu-me certeza que eu me perderia em vácuo, em outro vasto breu. Me contou que nunca experimentaria nada igual. Disse que eu teria de abandonar outras pessoas. Falou-me que algumas delas é que me deixariam. Falou-me sobre angústia, desespero e perda. Mas qualquer coisa seria melhor que minha falta de vida, ela disse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem ela pensa que é para subestimar-me assim? A arte de não-viver é melhor que esse desejo efêmero de ser sem sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7331218872359999620?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7331218872359999620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7331218872359999620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7331218872359999620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7331218872359999620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/digo-nao-proposta-dessa-estrela.html' title='Quase.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7698717625183649755</id><published>2010-07-15T13:44:00.002-03:00</published><updated>2010-07-15T14:01:13.704-03:00</updated><title type='text'>Querer.</title><content type='html'>E esse medo de deixar-me levar. De deixar com que as coisas caminhem como deveriam... Firme e lentamente. É como acabará acontecendo. Até que também vá se diluindo... firme e lentamente. Deixar que essa substância sem forma entre garganta abaixo. E que vá penetrando os pedaços esquecidos do meu corpo. Vai passeando assim por mim, com eco. Um suspiro. Um toque. Um arrepio.&lt;div&gt;E o desejo do infinito? Ou do congelar. Tempo sólido, inquieto ainda que incapaz de se mover. Desejo que não passa de vontade. Vontade angustiada e limitada, por não poder fazer mais nada além de querer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7698717625183649755?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7698717625183649755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7698717625183649755&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7698717625183649755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7698717625183649755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/querer.html' title='Querer.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2339830390231966080</id><published>2010-07-06T20:17:00.006-03:00</published><updated>2010-07-06T22:26:51.847-03:00</updated><title type='text'>Lembrança.</title><content type='html'>Lembro bem daquele dia, um tempo atrás. Quando nos cruzamos na calçada e você me sorriu. Minhas pernas ficaram bambas, e meu corpo hesitou. Foi você que chegou e abraçou-me. Derreti-me. Pensei que poderia cair, desequilibrada. Tentei  manter a naturalidade. Enquanto conversávamos, acendi um cigarro. Caminhamos juntas até a parada de ônibus. Menti, disse que não tinha pressa. Fingi que não estava indo pra lugar algum, só para poder acompanhar-te.  Via nos seus olhos um sorriso maroto, uma satisfação grande de me ter ali por perto. E eu, bem quieta, às vezes fugia dos seus olhares só pra não me sentir tão descoberta.&lt;div&gt;Acho que você acabou esquecendo a importância de suas aulas também. Me convidou para um café. Fomos, caminhando e conversando. Adoro quando paro pra pensar em tudo isso. Aquele dia é talvez um dos que mais gosto de recordar. Dizia-me que me adorava e eu ria nervosa sem saber como fazer-te entender tudo que eu sentia além disso. Passamos todo o dia juntas. Você me encantava com suas risadas e jeitinhos. Eu lhe entregava todo meu afeto e atenção. Esquecemos do resto e estávamos completamente ali. Sozinhas, completas, felizes com toda aquela névoa entre nós que excitava e trazia uma curiosidade deliciosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Foi bom todo o tempo em que ainda nos sentíamos assim, nesse dia e em todos os outros. Tudo o que veio adiante foi ótimo. Até os momentos mais infelizes, até quando eu sentia que estava tudo mal. Acontece que tudo fez parte de um conjunto maravilhoso de sentimentos intensos e de emoções transbordando. Um ano inteiro se passou e eu nem sei como tudo pode ter acabado tão mal.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Todas aquelas brigas e todas aquelas crises... Sei que errei, mas não fiz por mal. Tentei resolver e queria, queria muito.  Mas me descontrolei com tudo que me disse. Tudo aquilo que me disse com suas emoções à flor da pele. Não cobro de ti que tivesse tido cuidado, eu entendo. Mas ah, pobre de mim, também tenho emoções. Senti raiva. Falei outras coisas horríveis de volta. E assim, como num ciclo vicioso, nos atacamos facilmente por conhecermo-nos tão bem. Você saiu da minha casa com a cabeça erguida decidida a não mais voltar. E eu encolhi-me no meu quarto decidida a não mais te procurar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje, naquela mesma calçada de tanto tempo e lembranças, te vi passar. Não tive como saber se me via. Seus óculos escuros escondiam seu olhar. Te vi, e tive a vontade impulsiva e boba de acenar,  de caminhar até ti, educadamente. Não senti mais nada. Você passou e te vi apenas como um rosto conhecido. Deu-me medo, quando percebi. Senti-me fria. Nada de sentimentos, nada de emoções. Distância. Sim, como se você que passava não fosse mais a mesma que passava também por ali há tanto tempo atrás. Decidi virar a cabeça e fingir pressa, dessa vez. Idiota, eu sei. Mas eu preferia continuar contigo como te lembrava do que suportar uma nova-você agora te desconstruindo por dentro de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2339830390231966080?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2339830390231966080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2339830390231966080&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2339830390231966080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2339830390231966080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/lembranca.html' title='Lembrança.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-976374957308035129</id><published>2010-07-04T10:03:00.007-03:00</published><updated>2010-07-06T22:29:15.060-03:00</updated><title type='text'>Inerte.</title><content type='html'>Aos poucos, todo o sentido que eu havia decidido manter em minhas mãos se fora. Na certeza, adentrou uma fumaça de medo. Já a vontade, foi tomada pelo receio. E eu fui em frente. Talvez por preguiça. Preguiça, sim, de me procurar. Não sei como funciona o auto-controle. Sei que o perdi. Aceito toda partida, toda aposta, sem nunca vencer. É o prazer de estar ali contigo, talvez.&lt;div&gt;Mas ontem na madrugada estive pensando. Pensei bastante, posso dizer. Debrucei-me sobre a janela da sala com uma taça de vinho chileno nas mãos. Vinho tinto seco que rasgava minha garganta com toda sua classe, enquanto eu me deliciava. Pensei tanto, que vi-me incapaz de chegar a qualquer conclusão. Vi-me incapaz de enxergar qual era meu problema. Na verdade, entrei num novo conflito e passei a acreditar que não havia problema algum, que eu é que estava errado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Talvez (e só talvez) eu queira me acertar. Talvez seja só escolher. Talvez eu precise de um tempo só. Ou então, parar de beber. Preciso ficar longe desses teus jogos. Voltarei para a casa dos meus pais, para os abraços da minha mãe.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas quando acordei, deparei-me com o sol na janela. Meu corpo dolorido pela ressaca. Minha garganta com o gosto dos vários cigarros do dia anterior. Meu bem entrou no quarto. Sentou-se do meu lado, beijou-me e me entregou um sanduíche. Você me ligou, um pouco depois. Queria me ver. Queria também, juro. Queria abraçar-te e dançar contigo como fizemos aquela noite. Mas a inércia do dia tomou conta de mim. Amanhã te telefono, e entro pra dentro dos seus jogos outra vez, prometo. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a epifania da madrugada acabou tornando-se costumeira para mim, nas próximas semanas. E o sol também. E você, e meu bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-976374957308035129?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/976374957308035129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=976374957308035129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/976374957308035129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/976374957308035129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/07/aos-poucos-todo-o-sentido-que-eu-havia.html' title='Inerte.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1124474135334109505</id><published>2010-06-25T13:34:00.010-03:00</published><updated>2010-06-25T19:41:43.523-03:00</updated><title type='text'>Sem título.</title><content type='html'>Não consigo enxergar-me sob olhos alheios. Vejo meu reflexo nos seus olhos verdes e percebo que estou ali, de alguma forma. Mas estou embaçada, distante e pequena - aos meus olhos, pelo menos. Fora esse reflexo disforme, não sei mais nada. Mesmo quando me traz pistas, elas parecem tão controversas, que tentando me curar, prefiro ignorar.&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Você também não sabe se está em olhos meus. Já soube certa vez, mas é passado. Soube de jeito errado e sem qualquer emoção. Soube, e não sei &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;se&lt;/span&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;sorriu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sempre que nos encontrávamos, por acaso, lhe oferecia um café. Caminhávamos pelos corredores longos da UnB até encontrar aquele expresso amargo que você tanto gostava e enchia de açúcar. Falava-me sobre tudo. Falava e falava sem parar a sua opinião sobre as coisas do mundo. Nunca teve medo de expor um ponto de vista ou uma opinião diferente. Discordávamos com frequência, várias vezes ao dia. Mas aquelas discussões nos alimentava. Nossos olhares, quando se cruzavam, permaneciam vidrados. Eu via o brilho dos seus olhos tão verdes, tão lindos. E a partir de um momento, esquecia do que estávamos falando, e só sorria. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não sei exatamente quando comecei a sentir sua falta. Pensava em você discretamente, secretamente, enquanto arrumava o quarto, ou quando saía com meus amigos. Pensava se faria sentido lhe telefonar. Respondia à mim mesma que não, não tínhamos qualquer proximidade. Não sabia da sua vida, nem seu sobrenome. Não sabia onde morava. E talvez, me gelava a ideia, estivesse até comprometida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nos encontramos poucas vezes, em bons momentos. Conversamos sobre tudo. E quanto mais penso no tanto que falamos, mais percebo que não te conheço nada. Não sei do que gosta, do que não gosta. Não sei se gostaria de ir a uma peça de teatro comigo, não sei se prefere música. Não sei o que lê. A única coisa que sei é que estuda economia; não sei bem porquê, aliás. Fala tanto do que pensa, mas tão pouco de quem és!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Gosto de pensar que talvez pense em mim de volta. Que talvez tenha as mesmas dúvidas e medos. Mas como disse desde o início, não sei intepretar-me sob olhos alheios - principalmente nesses seus, que só sabem me tirar a atenção. Gostaria de ter mais consciência do que te passo. Ou se faço com que sinta qualquer coisa. Ou se sou só uma companhia agradável durante nossos intervalos das aulas. Você estava sozinha quando comecei a falar contigo. Talvez só precisasse de um amigo. Eu é que, desde que te vi, encantei-me com teus olhares.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1124474135334109505?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1124474135334109505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1124474135334109505&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1124474135334109505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1124474135334109505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/nao-consigo-enxergar-me-sob-olhos.html' title='Sem título.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-3328151027545379337</id><published>2010-06-25T11:00:00.003-03:00</published><updated>2010-06-25T20:03:43.250-03:00</updated><title type='text'>Desculpa</title><content type='html'>&lt;div&gt;A necessidade de se desculpar e de ouvir pedidos de desculpas é constante. Há desculpas de diversos tipos. Não basta apenas ouvir "desculpa" para compreender. É preciso analisar os tons e os olhares.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem aquelas pessoas que se desculpam de mentirinha, para evitar futuras chateações. Existem as desculpas involuntárias, quando você se desculpa de repente sem saber direito do quê ou porquê, sem sentido. Existem aquelas pessoas que não se arrependeram e se desculpam por interesse. E tem aquela desculpa imposta, do tipo que a mãe diz num tom autoritário"Vamos, meu filho, peça desculpas para ela!".&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas outras vezes, nos deparamos com situações bonitas. A desculpa sentida, por exemplo, é sempre comovente. E a desculpa tímida, de quem acaba de criar coragem de falar com você. Podemos nos deparar também em alguns momentos, com pedidos de desculpas que cabem numa história, fortes: A desculpa desesperada, de quem  deseja o perdão mais que qualquer outra coisa. Esta costuma vir junto com a desculpa culpada, quando não é apenas arrependimento que tem aí, é também um grande peso na consciência. E há a desculpa contida, de quem não tem coragem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Existem todas essas, e muitas outras. Sou capaz de compreender todas essas tentativas. Já perdoei todas elas, querida. O que não consigo é perdoar suas desculpas esfarrapadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-3328151027545379337?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/3328151027545379337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=3328151027545379337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3328151027545379337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3328151027545379337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/desculpa.html' title='Desculpa'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6798220004627372826</id><published>2010-06-20T11:50:00.006-03:00</published><updated>2010-06-20T12:33:04.513-03:00</updated><title type='text'>Dissimulada.</title><content type='html'>Você sentou do meu lado como quem não quer nada e perguntou como vai minha vida. Te contei que já estava para me formar. Te falei que planejava me mudar. Ir para São Paulo buscar um bom emprego. Você sorriu, meio que sem pensar. Contou-me que as coisas em casa tinham piorado, que não aguentava mais. Desejou-me o melhor.&lt;div&gt;Virei-me e você me fitava com olhos brilhantes. Aquela intimidade de outrora era hoje distante. Vi em você a vontade de voltar. E uma vontade de chorar, esquisita. Segurei suas mãos geladas e desejei que aquilo a fizesse se sentir melhor. Perguntei se não desejava sair dali. Subitamente, tive vontade de sair contigo e só contigo. De repente, senti que te queria do lado outra vez.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas você, assustada, largou minhas mãos. Disse baixinho, pra que ninguém mais escutasse, que eu estava me precipitando. Vi no seu rosto aquela expressão que sempre me fazia mal. Aquela que me informava silenciosamente o quanto eu era previsível, o quanto eu era fácil. Perguntei, já levemente irritada (e chateada) se queria alguma coisa de mim, se eu poderia lhe ajudar. Me respondeu que sim. Abaixou a cabeça e olhou pra baixo, fazendo com que eu me aproximasse aos pouquinhos. "O que?" sussurrei no seu ouvido. E foi então, com um sorriso tímido, que me disse que era só parar de levar-te tão a sério. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;E me beijou. De novo assim, como quem não quer nada.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6798220004627372826?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6798220004627372826/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6798220004627372826&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6798220004627372826'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6798220004627372826'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/dissimulacao.html' title='Dissimulada.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4700606008181184548</id><published>2010-06-16T14:08:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T14:28:52.042-03:00</updated><title type='text'>Liberdade poética.</title><content type='html'>Vamos curtir essa melancolia. Vamos sentar em sua almofada fofa junto ao sofá. Vamos, vem comigo. Aqui ou lá, tanto faz. Não espero mais que a tristeza se vá. Quero agora que saibamos conviver. Quero só deixar de lado esperanças e ilusões. Me afogar, talvez. Me afogar numa reflexão. Viver com a certeza de que a tristeza apenas faz parte. Não quero deixá-la tomar conta. Mas não quero mais me preocupar com sua presença. Xô ansiedade, xô impulsividade. Nada vai ser imediato. Talvez muitas coisas passem até despercebidas. Alguns finais não precisam de ponto final. O eu lírico da vida faz seus versos desiguais e muitas vezes sem sentido, mesmo. Quero saber reconhecer essa tal poesia. Quero rir de seus versinhos e até achar bonito.&lt;div&gt;Talvez a vida seja injusta. Talvez a vida deixe a desejar. Talvez a vida não faça sentido. Talvez tudo isso, talvez nada disso. Não quero mais coerência. A coerência é uma arte falha. Quero a vida com suas imperfeições. Suas imperfeições é que me encantam. E isso que é realmente difícil de admitir. Seu cabelo desgrenhado que é remexido pelo vento da tarde. O cabelo da vida cheio de vida, cheio de nós e revoltoso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vida, sejas ousada. Ouse jogar-me coisas novas, situações diferentes e inesperadas. É só o que te peço. Não quero proteção. Quero uma situação excitante. Desejo, pelo menos, poder cantar uma nova canção. Ou várias, simultaneamente. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4700606008181184548?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4700606008181184548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4700606008181184548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4700606008181184548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4700606008181184548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/liberdade-poetica.html' title='Liberdade poética.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1644915654646786268</id><published>2010-06-11T14:04:00.004-03:00</published><updated>2010-08-22T13:12:17.617-03:00</updated><title type='text'>Companhia: Solidão.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(51, 51, 51); line-height: 25px;font-family:Times,serif;" &gt;Às vezes é exatamente a vontade de simplificar as coisas e esquecer os problemas que faz com que ele tenha cada vez problemas maiores. Ele já deixou de reparar erros. Prefere evitar dores de cabeça. Mas reclama então do sinal que fechou. Reclama do som alto do carro do lado. Reclama quando algo quebra. Ou, principalmente, quando algo estava fora do lugar que ele julgasse melhor estar.&lt;div&gt;A vida é tão difícil, ele pensava. Mas sem olhar para o lado. Agia como se fosse difícil apenas para ele. Como se aguentar aquele sinal e ver seu laptop quebrar no chão fosse um castigo por algum pecado passado. Apesar de não acreditar em deus; na idade em que estava, começava a acreditar que talvez tivesse alguém realmente o punindo. Daí vinha aquele medo, aquele de quem é cético e morre de medo de estar errado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Algumas coisas ainda o faziam feliz. Adorava cozinhar, por exemplo. Apesar de não ter com quem dividir suas receitas, arrumava a sala, colocava uma vela à mesa e fazia uma quantidade suficiente que servisse para ele durante dois dias. Sentava-se na mesa de jantar sozinho, conversando com a mulher dos seus sonhos. Era alta e madura como Meryl Streep e tinha toda a classe delicada de Audrey Hepburn. Suas duas grandes musas do cinema se juntavam em uma só; e ele ali, com ela. Semana passada tinha almoçado com Ingrid Bergman. Já tinha experimentado também Marilyn Monroe. Mas não havia dado muito certo. Dividir características de duas pessoas e juntar numa só era muito mais completo. E sentia que a combinação tinha sim dado certo. Aquela mulher que ele criara podia muito bem um dia ser sua esposa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Além da cozinha, lhe agradava também o seu cachorro. Era já bem velho. Como era quietinho, ele sabia relevar a sujeira e os pêlos largados pelo tapete e pelo chão. Era um Schnauzer levemente tosado e bem cuidado. Até tentava brincar com ele de vez em quando. Pegava sua bolinha e jogava longe. Mas quando o cachorro voltava com a bola na boca, ele se sentia enojado e cansado de ter que se curvar pra pegar aquele brinquedo babado. Sentava-se então para assistir televisão. Passava canal por canal sem parar em nenhum. Exausto, acabava dormindo no sofá.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Durante a madrugada, seu cachorro começa a lamber os dedos de sua mão, que estava para fora do sofá. Ele acorda irritado. Briga com o cão. Desliga a TV. Senta-se direito, abaixa a cabeça e aos poucos cria coragem para levantar-se.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Andou devagar até o único espelho pequeno que tem dentro do armário do quarto da sua filha que já morava longe. Olhou-se e viu na sua frente a velhice. As marcas em seu rosto que o tempo não escondia. Virou um velho solitário. Não que um dia tivesse sido muito diferente. Sua solidão sempre foi companheira. Esteve presente desde a infância. Olhando pro quarto de sua menina, que costumava ser tão misteriosa quanto Greta Garbo, pensou se ela também se sentia sozinha. Olhou pro cachorro, já quietinho no canto, dormindo sozinho. A solidão estava em cada canto, a cada passo que dava. Não poderia nunca completar ninguém assim. Seria impossível ajudar sua filha ou seu cão. Ao se aproximar de qualquer pessoa, sentia que inspirava ainda mais solidão. Resolveu então se completar sozinho. E o que fazia, nesses momentos, era colocar um dvd e assistir um filme antigo com Bogart. Preferia os clássicos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dormia abraçado com Barbara O'Neil, murmurando canções no seu ouvido. Ia para o trabalho cedo, e resolveu não reclamar para não aborrecer Vivien Leigh, que hoje andava a seu lado. Ela deu-lhe um beijo antes de sair do carro. Ele sorriu. Decidiu ligar para sua filha e convidá-la para viajar mais uma vez à Paris. Queria revisitar o Moulin Rouge. Queria comer no café de Amélie Poulain. Queria passear na cidade como Cinderela. Ver a cidade as escondidas, e conhecer alguém excitante. Encontrar Audrey Hepburn pequena fugindo da sua vida da realeza. Queria... acima de tudo, uma história. Nem que ele tivesse que interpretar dentro dela todos os seus personagens.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1644915654646786268?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1644915654646786268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1644915654646786268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1644915654646786268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1644915654646786268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/companhia-solidao.html' title='Companhia: Solidão.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1868088013556073995</id><published>2010-06-06T11:52:00.016-03:00</published><updated>2010-06-07T22:59:52.512-03:00</updated><title type='text'>Lua e Sol.</title><content type='html'>Com os olhos marejados de lágrimas, Alice resolveu falar sobre os pensamentos que passeavam dentro de si.&lt;div&gt;-É que... Pedro, ouço tanto falar sobre o brilho da lua. A luz do luar que vem sempre em meio ao breu. Perguntei a mim mesma se prefiro a lua ao sol... E respondi imediatamente que sim. A luz da lua traz mistério... Mas por mais que seja a única luz que nos ilumina durante a noite, o que não percebemos é que a luz da lua é a mesma luz do sol... Só que disfarçada. Acredito que a lua está para a paixão, assim como o sol está para a felicidade. O amor surge quando, depois de um tempo com o brilho da lua a noite, tentamos virar nosso pescoço e avistar o sol. Pode perder o misticismo, e tudo fica mais direto e claro. O medo que as pessoas sentem é de que a verdade não seja tão agradável. Porque o sol também pode queimar a epiderme e enlouquecer as pessoas, se elas não tiverem qualquer tipo de proteção. Mas também, não é confiável continuar com a cabeça virada a lua... Suas mudanças de fases, apesar de previsíveis, são súbitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Acho que há mais calor na paixão do que no amor, Alice...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ah, as pessoas só dizem isso porque as paixões costumam aparecer no frio da noite. E é uma luz desconhecida e única a iluminar a escuridão durante aquele momento. Isso instiga tanto, que as pessoas se confundem. Mas como eu disse, a lua tem fases. E tem fases de todos os lados. Por mais forte que seja, ela some. Pode até voltar. Mas agora, sumiu de mim. Nem vejo mais graça no seu brilho. Para falar bem a verdade... morro de inveja de quem já conseguiu descobrir a luz do sol.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você se contradisse, eu acho... Afinal, quer a lua ou o sol?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ah, Pedro... Quero os dois, assim... divididos durante as 24 horas da minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;(A lua nunca emitiu luz alguma. A paixão então é só ilusão. E o desejo é, na verdade, uma vontade forte de ver o sol nascer - mesmo que mais tarde anoiteça)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1868088013556073995?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1868088013556073995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1868088013556073995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1868088013556073995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1868088013556073995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/lua-e-sol.html' title='Lua e Sol.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-8336844249007318437</id><published>2010-06-01T19:07:00.005-03:00</published><updated>2010-06-01T20:33:27.553-03:00</updated><title type='text'>Um jardim para uma amizade.</title><content type='html'>Seu amigo sempre fazia assim: Segurava sua mão e apertava com força. Uma força sólida, cheia de energia. Ela se sentia sempre bem com a aspereza da mão dele, e com a força. Ele a puxava para longe e contava a ela sobre a chuva. Aquela chuva fininha que caía àquela tarde. Cada pingo de chuva, nesses momentos, ganhava novo significado. Eram como os flocos de neve dos desenhos. Ela conseguia ver a olho nu todos os detalhes daquela mínima partícula d'água.&lt;div&gt;Ele olhava pra ela e via no reflexo dos seus olhos um jardim imenso onde sabia estar construindo uma grande amizade. E então continuavam conversando. Conversavam sobre decepções que ambos tinham. E conversavam sobre o que infelizmente acabavam esperando das outras pessoas. Conversavam principalmente sobre coisas um do outro. Porém nunca sobre algo dos dois; até porque não tinham nada a dizer. Eram almas distantes que se juntavam ao se encontrar. Entediam-se. Conseguiam, ambos, ver e entender o que diziam. Estavam lúcidos. Estavam incrivelmente lúcidos. Enxergavam a realidade claramente, com a ajuda um do outro. Estavam tão cheios de lucidez, que encontravam metáforas para disfarçá-la. Para deixar as coisas mais bonitas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aquele aperto de mão e toda a compreensão que existia entre os dois deixava-a calma e mais tranquila. E aí só desejava que a chuva não aumentasse, porque tempestades costumam destruir jardins. Mas aquela chuvinha era mais uma garoa passageira, que por enquanto só ajudava a regar as flores.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;Que bom &lt;/i&gt;- dizia ela baixinho com o olhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-8336844249007318437?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/8336844249007318437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=8336844249007318437&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8336844249007318437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8336844249007318437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/06/seu-amigo-sempre-fazia-assim-segurava.html' title='Um jardim para uma amizade.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-4020159942274127906</id><published>2010-03-29T18:28:00.003-03:00</published><updated>2010-03-29T20:04:04.537-03:00</updated><title type='text'>Meu pote de geleia vazio eu deixei cair.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O pior é que você não me dá chance de fazer nada além de imaginar. E imagino tanto, tanto! Crio uma fantasia inteira em cima de uma pista que seja. Alice, Alice, te amo. Você veio de longe e surgiu de repente. Nunca imaginei que pudesse existir alguém assim, me fascino. Incrível como é, como pode estar do meu lado por boa vontade? Desde que chegou, me perguntava porquê é que teria surgido tão perto de mim. Mas o que mais me assusta é que tenha continuado nessa posição.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Sei que escreve cartas para o vento. Não as entendo. Tento, mas não dá.  Durante todos esses meses intensos que temos passado, eu não consigo enxergar. Ou melhor, enxergo o que eu quero, e você gosta disso. Pena que não eu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;Desculpa&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não queria precisar de certezas. Eu queria saber viver com as mesmas incertezas que te cercam. Eu queria mesmo poder pular na toca do coelho e não me preocupar com a gravidade. Mas eu, infelizmente, sinto a necessidade de ao menos tentar calcular se o destino vale a dor da queda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;No momento, encontro-me indiposta, simplesmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-4020159942274127906?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/4020159942274127906/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=4020159942274127906&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4020159942274127906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/4020159942274127906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/03/meu-pote-de-geleia-vazio-eu-deixei-cair.html' title='Meu pote de geleia vazio eu deixei cair.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1922405552959334624</id><published>2010-03-14T17:42:00.004-03:00</published><updated>2010-03-14T18:17:08.508-03:00</updated><title type='text'>O Circense.</title><content type='html'>O movimento deles me encanta. Eles estão preso àquele longo fio, sim. Mas tão fino. Como podem? Como eles conseguem se contorcer e girar no ar sem medo? Será que está além da minha capacidade ou tenho meios de fazer isso também? Porque eu quero, quero sim. Eu quero segui-los na loucura total de ter apenas a mim mesma como ponto de equilíbrio. Quero girar em volta do meu eixo e ver até onde chego. Como eles conseguem? Devem treinar desde moleques. Só? Será só essa a diferença entre eu e esses seres mágicos?&lt;div&gt;AH! Como eu amo o circo. Não há nada mais lindo que um artista de circo. Eu fico ali embaixo daquela tela com minha cabeça virada pra cima, seguindo seus movimentos. Faço isso desde pequena. Mas nunca tive coragem de tentar. Por que, se eles já dão conta do recado? Melhor não dar voz á minha prepotência e achar que tenho chance. Eles estão acima de mim. Caso contrário, eu não teria nunca virado minha cabeça pra cima. Eu só  olharia pra baixo, de longe. Observaria o mundo de outro ângulo. Pelo menos olho pra cima quando estou tão embaixo, penso. Se olhasse ainda mais pra baixo estaria perdida, não daria conta de lidar com a vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha fuga é o circo. Minha única chance está no circo. Minha vida toda depende do circo. Depende da existência do circo. Depende de cada sorriso, de cada palhaço. De cada longa cordinha que segura aqueles seres (humanos?) pra longe de mim. Se não existissem os artistas de circo, não teria pra onde olhar, não teria pra onde correr.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas pra onde os artistas de circo fogem? Enquanto eu limpo as paredes e armo o cenário, a rotina deles é estar no ar, é carregar a alegria de um público empolgado, exigente. Não adianta.. Tudo que vira rotna já não é mais tão mágico. É triste pra mim pensar que vez ou outra tem um equilibrista que devia estar em outro lugr. Afinal, seus filhos crescem, fazem festas, se casam... E os pobres, presos, precisam do palco. Não pra assistir e se deixar levar. Precisam daquilo pra se sustentar. O dinheiro. Será que tira a magia do srtista de circo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Imagino mesmo que não, ou espero que não. Só o que imagino é que o ar naturalmente já proporciona uma visão melhor, uma grandeza.  Estar no ar. Que capacidade incrível. Mas se o ar é natural pra eles, será que eles ficam olhando lá de cima para nós, pensando como é incrível podermos levar nossa vida sem a mágica daquilo? Será que eles percebem o que nós não percebemos? De cima, eles devem ver melhor que nós. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um chegou pra mim uma vez e riu. Não pude reprovar. Só perguntei "Por quê?" e ele "Vocês gastam seu tempo olhando pra nós, e esquecem de olhar a si mesmos." Fiquei surpresa "Enlouqueceria", eu disse, "Se olhasse pra essa prisão". "Eu passei a maior parte da minha vida olhando para o chão, e nunca enlouqueci. E olha que do ar eu nem consigo perceber toda pétala de flor."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1922405552959334624?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1922405552959334624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1922405552959334624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1922405552959334624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1922405552959334624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2010/03/o-movimento-deles-me-encanta.html' title='O Circense.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-251899015040787999</id><published>2009-11-09T03:25:00.002-02:00</published><updated>2009-11-09T03:46:36.383-02:00</updated><title type='text'>R-OH</title><content type='html'>O álcool. O etanol que engolimos por vontade própria. A droga que nutre a sociedade. A droga que nutre, sim. Destrói, também.&lt;div&gt;É esta mesma droga que te mantém vivo que me faz morrer aos poucos. E eu nem mesmo preciso que ela desça pela minha garganta. Basta escutar teu sofrimento. Quando saímos juntos, humano, o seu olhar de desprezo seguido por um gole de cerveja faz-me gelar. Fria, sólida, paralisada, fico te observando sem poder te ajudar. Logo, acendo um cigarro e viro um copo inteiro de cerveja. Sim, quero ver se sabes competir comigo. E sem competição, apenas com ignorância, desprezo e distância, seu olhar cruza o meu uma outra vez. E eu sinto nos lábios e no meu pescoço (e depois em meu fígado, meus rins e até nos ossos) a solidão que é ser você. Ser um de você. Ser parte tua e te ter como parte de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Corro atrás do ópio. Tu passas longe. Por medo, talvez. Prefere a vida à morte. E nunca pensou na linha tênue entre uma coisa e outra. Ao menos no ópio eu encontraria o meu próprio veneno. Cansei de envenenar-me de você. Humano. Desprezível. Larga esta cara e segura a minha mão. Quem sabe alguma percepção lhe venha à cabeça e perceba. Sim, quem sabe você perceba que estamos juntos nessa solidão. Tua vida me deprime. E decerto, minha morte lhe traz pena. Nenhum de nós está então completo. Portanto combinemos: Vives por mim, que morro por ti.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-251899015040787999?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/251899015040787999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=251899015040787999&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/251899015040787999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/251899015040787999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/11/r-oh.html' title='R-OH'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5751012194548373823</id><published>2009-10-23T01:49:00.011-02:00</published><updated>2009-11-16T18:46:25.576-02:00</updated><title type='text'>Papái</title><content type='html'>Sofia sabia que seu pai nunca havia esquecido sua mãe. Besteira achar que as crianças não são capazes de perceber fragilidades dos adultos. Ela percebia muito mais que a maioria das pessoas. Amava seu pai mais que tudo, e ele retribuía sempre que podia.&lt;div&gt;Ele a levava para passear no parque. Dizia que antes dela nascer, sua mãe sempre comentava que sua pequena Sofia deveria fugir dessa vida dos vídeos e dos lugares fechados. Ele seguia todos os desejos de sua mãe antes de sua morte. Publicara seus versos e até fazia companhia aos seus pais, durante sua eterna ausência. Acabava que ele vivia mais por ela do que por ele mesmo. Seus próprios pais ficaram esquecidos. Justificava para pequena Sofia (como se ela compreendesse essas complicações que os adultos sempre arranjavam uns com os outros) dizendo que eles também preferiam que ele ficasse longe. Que nunca concordaram com seu casamento, e que eram dois "caretas" (Sofia ria) de marca maior, e que não aprovavam seu estilo de vida.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofia se divertia em silêncio, inventado em sua cabeça seus avós paternos os quais nunca chegaria a conhecer. Um casal de velhos loucos que destruíam as flores, quebravam bicicletas, e proibiam as crianças de mascarem chicletes. Tudo isso com olhos vesgos, boca torta, uma porção de verrugas na pele e sorrisos altos e assustadores. É melhor mesmo que papai se mantenha longe deles, pensava.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sofia já sabia algumas palavras, e cada dia aprendia algo novo. Mas sofria. Não havia nada mais difícil para ela do que compreender as letras. Ela queria escrever cada palavra do jeito mais bonito. E sempre que a repreendiam, chorava para seu pai com um complexo de inferioridade que nenhuma outra criança jamais deveria experimentar. Papai então resolveu ajudá-la. Afinal, como uma filha de dois poetas poderia não se dar bem com palavras? Aquilo não estava certo, dizia ele.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Diga, Sofia, o que sabe sobre acentos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela olhava para seu pai com uma resposta presa nos lábios, com medo de errar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sofia, me diz, você sabe desse acento aqui?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E desenhou um acento agudo num papel em branco. Ela fez que sim com a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então, em qual palavra você coloca esse desenho da linha torta?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Água.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sim! Viu só. Vou te ensinar mais algumas palavras acentuadas, tudo bem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela então só concordava com a cabeça. Ele começou a escrever algumas palavras no papel: água, árvore, mamãe, pássaro, nenê, sábado, maçã, pêssego, idéia. Deu o papel pra ela e deixou que ela ficasse lendo e relendo. De repente, resolveu falar algo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então, o que achou das palavras?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sorrindo, Sofia disse que gostou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-É, Sofi, pensa só... os acentos servem como pequenos enfeites às palavras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela encontrou então o que precisava: uma forma de enfeitar as palavras. Mais liberdade, acreditava. Outras aulas foram dadas, do mesmo modo, pelo seu pai. Ele era um herói, claro. Tão facilmente ele lhe acordava para o lado mágico das palavras, que nem as correções da professora a chateavam mais. Ele era lindo, porque nunca deixaria mamãe desaparecer, porque colhia flores pra Sofia quase sempre, porque a ensinara a andar de bicicleta, porque ele a ajudou a dar sua primeira estrelinha, porque ele fazia tudo desse jeito mágico e fácil que tanto agradava Sofia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, sua professora pediu pras crianças que escrevessem alguma coisa sobre alguém da família. Sofia não tinha dúvidas que ia escrever sobre seu pai. Escreveu então, entre palavras tortas e erros perdoáveis: "Papái ele merece todos os asentos do mundo"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5751012194548373823?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5751012194548373823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5751012194548373823&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5751012194548373823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5751012194548373823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/10/sofia-sabia-que-seu-pai-nunca-havia.html' title='Papái'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2961313398456517757</id><published>2009-10-01T23:20:00.007-03:00</published><updated>2009-10-01T23:35:47.646-03:00</updated><title type='text'>D. Vontade e d. Lágrima</title><content type='html'>Um belo dia, a Vontade de Chorar se separou da Lágrima Real. O problema era a saudade que a dona Vontade sentia da dona Lágrima. Quanto mais tempo dona Lágrima ficava longe, mais dona Vontade suspirava de solidão, e gritava por Lágrima em todo lugar. A Lágrima não vinha. Apenas vez ou outra resolvia fazer uma ligação curta pra casa. Mas essas ligações curtíssimas não acalmavam dona Vontade, que ficava ainda mais aflita. "O que acontece comigo, que não consigo recuperar minha companheira que outrora fora tão fiel a mim?"&lt;br /&gt;Pobre dona Vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o pior é que agora preciso ficar suportando suas lamúrias dentro de mim, e sofro junto. Mas relaxe, Vontade, imagino que eu não vá te largar tão cedo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2961313398456517757?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2961313398456517757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2961313398456517757&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2961313398456517757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2961313398456517757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/10/um-belo-dia-vontade-de-chorar-se.html' title='D. Vontade e d. Lágrima'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-1471096414701384548</id><published>2009-10-01T16:26:00.004-03:00</published><updated>2009-10-01T17:23:59.044-03:00</updated><title type='text'>Aos pés do espelho.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/SsUPJPRSMLI/AAAAAAAAAkI/jopz9BcZrzs/s1600-h/gaita.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 273px; FLOAT: right; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387729180610932914" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/SsUPJPRSMLI/AAAAAAAAAkI/jopz9BcZrzs/s320/gaita.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Deixe-me fingir minha sanidade. Não tem consciência alguma do que me fez, não é mesmo? Você, com essas ilusões carregadas de realidade... Você, que me enganou. Como um cego que cai num buraco, não podia enxergar suas falsidades, tinha certeza que ali havia mais que vão. Mas não. Não. E agora, ainda reclama quando te olho no rosto e digo que não lhe quero mais ao meu lado - quando ambas sabemos que isso não passa de uma tentativa estúpida de imitar você? Deixe-me fazer do jeito que quiser, deixe-me fingir que você não está mais em mim. Pois não te quero. Você me lembra pessoas que não gosto. A obviedade as vezes me faz pensar que, perto de você, me tornarei uma delas. Fria e esquecida. Largue de mim pois já percebi que você não presta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Respira e solta.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chora, encolhida.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Volta-se novamente ao espelho&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque choras comigo?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-1471096414701384548?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/1471096414701384548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=1471096414701384548&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1471096414701384548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/1471096414701384548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/10/aos-pes-do-espelho.html' title='Aos pés do espelho.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/SsUPJPRSMLI/AAAAAAAAAkI/jopz9BcZrzs/s72-c/gaita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2590189996729559889</id><published>2009-09-11T16:31:00.005-03:00</published><updated>2009-09-11T17:56:24.634-03:00</updated><title type='text'>Sem título.</title><content type='html'>-Obrigada, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então saiu do táxi. Dirigiu-se para o portão do apartamento, mas parou. Não dava mais para andar, suas pernas se moviam batendo os joelhos, o que lhe proporcionava uma dor aguda, talvez inexistente. Só sabia que não dava mais. Sentou-se. Pegou sua bolsa e revirou-a. Suspirou quando finalmente encontrou seu maço de cigarros. Estavam amassados e meio sujos, fazia tempo que não fumava. Mas agora parecia quase essencial. Pena que o cigarro lhe trazia tantas lembranças, boas e ruins. Ela era sempre muito nostálgica, costumava viver no passado, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentia em si todas as peças de Shakespeare amontoadas, comédias e tragédias. Principalmente as comedias em que ela era o palhaço. Quanto às tragédias, guardava para si: Aquelas mortes repentinas, e os amores destrutivos. O que lhe afligia, no entanto, era sua estupidez. Não a estupidez que sabia existir. E sim aquela que imaginava que percebiam nela. Aquela que saia dela sem querer, a fim de esconder a estupidez real. O que é real, afinal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas pessoas no bar eram reais? Será que Gustavo estava mesmo tão feliz com aquela sua namorada controladora e intolerante? Nadia se preocupava com isso. Gustavo era seu amigo a tempos, sem motivo. É. Sem motivo algum. Afinal, Nadia nunca se sentiu parecida com Gustavo em quase nada. Quando Gustavo a dizia que eles eram amigos assim justamente por todas as semelhanças que tinham, Nadia ficava calada. Talvez, diferente dele, ela nunca achou que encontrar semelhanças em alguém é o que fazia a grande amizade. Na verdade, Nadia tinha perfeita consciência que eles só continuavam amigos graças à paciência dela de suportar exatamente as diferenças. Prova de amor que nenhum par de amigos conquista fácil quando as semelhanças chegam em demasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas cansara-se. Não aguentava mais vestir-se e agir conforme um grupo. Cansara-se das pessoas do bar. Nadia não dava mais ouvidos pros mini-dramas-amorosos de Renata com a namorada. Ela se irritava profundamente sempre que Rafael fazia mais uma daquelas piadas imbecis e bobas que todo mundo já conhece e não cansa de repetir e de rir. De novo, e de novo. Mal suportava Juliana falando do quanto tem que estudar, e do quanto odeia tudo e todo mundo. O que fizeram pra ela? NADA, repetia Nadia na sua cabeça. Juliana era uma boba. Boba, sim, pois só sabe reclamar e tem tudo o que quer, sempre. E Gustavo... ah, e agora Gustavo arranjara essa namorada que irritava Nadia apenas com a presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu agora estava tão bonito. A lua brilhou dentre as nuvens escuras da noite. E Nadia sentiu-se livre. Quase esqueceu seu ceticismo e tentou conversar com deus. A luz do luar estava mais dourada do que era de se esperar. E a enrolava. Nadia parou de pensar por um minuto. Sentiu-se livre, pra ir até onde quiser. Reabriu os olhos quando um homem com um cachorro passou por ela com um sapato pesado. Então pensou que ela mesma estava se acorrentando. Ela mesma estava se fazendo dependente de pessoas que não a deixavam feliz. Ela que deu valor a exatamente essas pessoas. E por quê? Não podia responder direito. Talvez viver de aparências fosse inicialmente mais simples. E só com o tempo é que pôde aprender que também complicava mais ainda as coisas. Citando Fernando Pessoa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiz de mim o que não soube&lt;br /&gt;E o que podia fazer de mim não o fiz.&lt;br /&gt;O dominó que vesti era errado.&lt;br /&gt;Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse era o poema preferido de Nadia. Essa parte, especialmente, repetia para si mesma agora. Perdera-se. E alguns caminhos não teem volta. &lt;em&gt;(será?)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Bom, pelo menos ela pensava assim na hora... Eu decidi não interferir com minha opinião.Fazer isso seria como trair a veracidade dos fatos. E Nadia é tão real quanto você. E merece ter seus próprios pensamentos e princípios. Aliás, você também.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que pensou que talvez todos no bar estivessem até mais perdidos do que ela.E naqueles dois anos que conviveu com eles... surpreendera-se: Não fazia a menor ideia de como abordar esse assunto com algum deles. Que grande amizade, pensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você precisa se perder&lt;br /&gt;Para se encontrar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Nadia foi atrás de tudo o que gostava de verdade, foi atrás de livros que sempre teve vontade de ler e ligou pra pessoas que há tempos não ligava. Decidiu nunca mais prender-se a ninguém, além de, quem sabe, um futuro grande amor. E mesmo assim, tomaria cuidado pra não pisar em falso. Amava seus amigos do bar. Amava-os mais do que eles podiam imaginar. Afinal, largou sua vida no canto pela presença falsa de cada um deles. E não deixou de sair com eles. Na verdade, tudo ficava melhor agora quando todos estavam juntos. Pois Nadia tinha na cabeça que talvez, apesar de qualquer aparência, ela fosse a mais livre dali. E em algum momento, esperava, eles se dariam conta da prisão a qual estavam se guardando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2590189996729559889?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2590189996729559889/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2590189996729559889&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2590189996729559889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2590189996729559889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/09/obrigada-viu-e-entao-saiu-do-taxi.html' title='Sem título.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7695871611189705276</id><published>2009-09-04T20:05:00.005-03:00</published><updated>2009-11-20T00:02:48.280-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>-Daniel, sabe aqueles sonhos que te dão vergonha de ter sonhado?&lt;br /&gt;-Hahaha, como assim, Clara!&lt;br /&gt;-É, é! Você sonha com o rosto de alguém e depois meio que perde a vontade de ver essa pessoa pra sempre, porque por mais que tenha sido apenas um sonho, você não aguenta encará-la sem lembrar de tal quimera?&lt;br /&gt;-Hum... sei sim como é.&lt;br /&gt;Ela sentia um pouco de descaso na sua voz, e ficou chateada que ele não a ouvisse curioso. Resolveu continuar.Estava ansiosa e muito angústiada, e na verdade nem se importava muito se ele a escutava com descaso ou não.&lt;br /&gt;-E é engraçado, porque de repente essa pessoa te manda um e-mail, e você fica feliz sem saber porquê. Por que.. se fosse como no sonho, você teria motivos pra se sentir feliz. Mas a realidade depois aparece como uma palavra fria e te derruba de levinho, e aos poucos você dá ainda mais força à ilusão. À fim de esquecer a realidade que machuca.&lt;br /&gt;-Fico tentando imaginar quem foi que te deixou assim...&lt;br /&gt;-Isso pouco importa. O que importa, Daniel... É que se a gente deixar a ilusão se dar como certa, tudo acaba ficando pior ainda. Mas...&lt;br /&gt;Não conseguia encontrar mais palavras para dizer. Era complicado, e talvez Daniel não entendesse nada.&lt;br /&gt;-Mas... ?&lt;br /&gt;-Mas não há verdade e mentira, cheguei à essa conclusão. Nossa alma, nosso espírito, ou seja lá o que for... Trai fácil. Às vezes trai à vontade sem nunca ser descoberto. E me pergunto... porque ainda nos preocupamos.&lt;br /&gt;-Nos preocupamos?&lt;br /&gt;-É sim.&lt;br /&gt;-Clara, nos acostumamos com isso, sabe? Não queremos ser traídos num sonho, mas isso não podemos controlar. Agora, ser traído no que dizemos "realidade". Sei lá... Pode-se controlar, e esperamos que se controlem, entende? Eu espero isso de você, assim como você espera de mim.&lt;br /&gt;-Daniel...&lt;br /&gt;-O quê?&lt;br /&gt;-No sonho, eu sabia que tinha um namorado. A diferença é que lá, a oportunidade bateu à minha porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7695871611189705276?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7695871611189705276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7695871611189705276&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7695871611189705276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7695871611189705276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/09/daniel-sabe-aqueles-sonhos-que-te-dao.html' title=''/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-3227896392510932696</id><published>2009-08-24T22:36:00.001-03:00</published><updated>2009-08-24T22:39:30.248-03:00</updated><title type='text'>Volte. (Mas pra quê?)</title><content type='html'>Tudo que quero é que ela chegue logo com a comida. Quero que ela venha de uma vez por todas. A culpa não é minha por tudo que fiz. A culpa é minha pelo que não fiz. Reconhecer o erro é difícil demais. Nunca fui de abaixar a cabeça e me desculpar, me desculpe por isso. Mudo agora, pois imagino que não tenha outro caminho. Por favor, volte. Não me importa pra quê voltarás. Não ligo. Só volte, mesmo que seja para me dar um tapa e um abraço de despedida. Sim, por favor, pelo menos um abraço de despedida. Lembre de tudo que também já fiz por você, e me presenteie com um abraço por isso, por favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Às vezes rio de tudo que me diz. Desculpe-me você, por não conseguir acreditar em mais nenhuma palavra do que diz. Não que seja falsidade. Acredito na sua verdade. Mas sei que sua verdade não é essa, por mais que você quisesse que fosse. Me diz, o que escuta agora? Estou voltando com a comida. Escuta meus passos da subida? Vou subir não pra me despedir, vou ficar. Amo-te, não se esqueça. Subo pra te fazer perceber, mais cedo ou mais tarde, que quem quer se despedir é você.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-3227896392510932696?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/3227896392510932696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=3227896392510932696&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3227896392510932696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/3227896392510932696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/08/tudo-que-quero-e-que-ela-chegue-logo.html' title='Volte. (Mas pra quê?)'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2317091506478568300</id><published>2009-08-23T01:48:00.001-03:00</published><updated>2009-08-23T13:15:26.024-03:00</updated><title type='text'>"Que onda que dá..."</title><content type='html'>Já fui para lá com essa expectativa. Cheguei e a vi cantar. Quando ela entrou no palco, linda, sua voz saia de sua boca sem pressa. Ela cantava calma, com seu jeito doce. Fitei-a por um momento, pedindo em silêncio que olhasse para mim de volta. Olhou. E por menos de um segundo. Imagino que ela ficou desconcertada, que tem alguém a esperando do outro lado do palco, e por isso ela virou os olhos tão depressa. Eu deixei-a confusa. Sim, foi isso. Ela olhou para mim e me sentiu, como eu a havia sentido. E por mais que tentasse resistir, tenho certeza que ela me observava com os cantos dos olhos a todo instante. Eu, agora no alto, observando tudo de cima, de fora... Quase podia tocar o nosso amor. Quase.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2317091506478568300?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2317091506478568300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2317091506478568300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2317091506478568300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2317091506478568300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/08/que-onda-que-da.html' title='&quot;Que onda que dá...&quot;'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7407744192918027494</id><published>2009-08-21T15:20:00.005-03:00</published><updated>2009-08-23T02:02:12.499-03:00</updated><title type='text'>"I'm a pretty impossible lady to be with..."</title><content type='html'>Flávia fugia. Ela fugia de seus amores passados com um carinho calmo. Não foram nem mesmo grandes amores, ela não permitiu que se tornassem. Ela não servia para ninguém, pensava. Não gostava de ficar no mesmo lugar nunca. E quando estava em casa, gostava de escrever algumas letras de música. Ela fugia também de seus amigos. Os conquistava e deixava-os, como num jogo. Ela só queria provar o gostinho bom do que aquilo poderia lhe trazer antes de se acabar. Ela era destrutiva. Ela conquistava olhares e corações no meio do caminho, e lançava olhares de volta, livre. Adorava se sentir assim. Sentia-se por cima, melhor do que todo mundo. Mas é claro que escondia inclusive de si mesma sua prepotência. Descobriu-se fora do controle da situação quando, ao abrir a janela do seu quarto, avistou André, com uma outra menina. Mais nova que ela, provavelmente. Mas não muito. Flávia a conhecia, sempre a viu passeando ali por perto, mas sempre sem ninguém com ela. Ver André assim, com um outro alguém que não ela, atingiu Flávia inesperadamente. André sempre foi perdidamente apaixonado por ela, e ela se sentia parte dele. Ele a deixando... Era como se parte dela também fosse embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até o banheiro, maquiou-se e colocou uma roupa colorida e um tênis surrado marrom. Colocou seu violão nas costas, e saiu. Já fora de casa, ia andando sem ter pra onde ir. Tentava adivinhar para que lado ir, com sua intuição. Conforme a energia que a rodeava, ela deveria virar para a direita. Deveria caminhar até a rodoviária, e pegar o ônibus azul. Adormeceu. E aí, encontrou André. Ele chegava e a beijava e, pela primeira vez, Flávia correspondia. &lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/So7pDQJjqaI/AAAAAAAAAjM/WEu6FON9Oic/s1600-h/gaita.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 320px; FLOAT: right; HEIGHT: 240px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372487647583512994" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/So7pDQJjqaI/AAAAAAAAAjM/WEu6FON9Oic/s320/gaita.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Abria seu violão, e tocava uma música nova a qual não identificava. André a acompanhava, na gaita. E num desejo imenso, Flávia doou seu corpo pela primeira vez. Deixou-se entregue. Tudo e qualquer coisa que já os tivesse chateado, qualquer decepção, qualquer distância... Parecia não existir mais.&lt;br /&gt;Voltou para casa com a respiração lhe faltando. Fazia força para conseguir andar. E ao deitar-se na cama, sentia-se sem defesas. Como se um sonho a tivesse vencido. E o fantasma do que aconteceu a perseguia. A grande descoberta dela era essa, a possibilidade de sonhar e guardar dentro de si o que não permitia levar para fora. Recolhida na cama, abraçou-se. Amaria por dentro, escondida, para sempre. Não só André, mas também todos os outros que já passaram por sua vida, e outros que ela ainda estava por encontrar. E por fora permaneceria sempre só, porém completa, preenchida por seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/19244666@N00/"&gt;Lucas Braga&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7407744192918027494?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7407744192918027494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7407744192918027494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7407744192918027494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7407744192918027494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/08/im-pretty-impossible-lady-to-be-with.html' title='&quot;I&apos;m a pretty impossible lady to be with...&quot;'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/So7pDQJjqaI/AAAAAAAAAjM/WEu6FON9Oic/s72-c/gaita.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-943563764160160231</id><published>2009-08-20T23:39:00.004-03:00</published><updated>2009-08-21T02:19:58.008-03:00</updated><title type='text'>À Alice pertenço, e ela à mim.</title><content type='html'>Vontade de se sentir integrada sempre foi a única coisa que nunca lhe faltou. À Alice, sempre faltou tudo. Nunca tinha dinheiro suficiente, conhecimento suficiente, talento suficiente... Faltava-lhe contentamento. Faltava-lhe inclusive alegria e tristeza. E talvez por nunca ter aprendido essa coisa de sentimentos e estados de humor muito bem, faltava-lhe até a saudade que essa falta poderia causar em alguma outra pessoa. E para o mal de Alice, o que mais lhe faltava era amor, dela e para ela. Falta não sentia. Pelo menos era o que parecia. &lt;br /&gt;   Vontade de fazer parte. Ela gostaria de olhar pro mundo e se sentir uma peça do quebra cabeça. Ela pensava que todos os outros pareciam ser tão essenciais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Talvez um pouco de inveja? Talvez... Mas eu, pessoalmente, não achava que podia ser isso. Eu com meus sentimentos a flor da pele, bem diferente dela, tentava analisá-la. Achava-a incrível. Como podia? Aquela mulher tão atraente, pelo menos para mim, ser assim tão distante? Eu várias vezes duvidava da sua existência. Mas como? Eu sempre a encontrava, em tudo que é canto, não importava onde ou quando. Nem sei se algum dia ela se deu conta da minha presença, talvez lhe faltasse também percepção. Enfim, eu a observava como se ela pertencesse a mim. Incrível como a gente é capaz de criar esses sentimentos possessivos dentro da gente. Quero dizer, a gente, menos ela. Alice não podia ser possessiva, pois a ela nada pertencia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Eu a observava com pressa de compreendê-la. Mas de nada adiantava. É claro que ela, sendo Alice, nunca facilitou minha busca. E se facilitasse, eu não estaria mais a procura, se o que me faz ir atrás é justamente essa paixão pela impossível esperança de completar a tarefa. Percebo-me louca correndo atrás de alguém que nem mesmo me vê. Ela some por uns tempos, e quando me dou conta me sinto tão culpada... Como se de certa forma ela sentisse falta da minha preocupação, do meu olhar. Será? Será que consegui que ela sentisse minha falta? Ora, mas quem sumiu foi ela! Como alguém que nada tem, pode dar tanta coisa a um outro alguém? Como será que ela consegue me dar tantos presentes... Essa vontade de viver nem que seja pela graça do mistério, nem que seja só por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ela conseguiu o que queria, mesmo que tivesse sido inconscientemente, ela conseguiu. Agora ela tinha um papel indispensável para mim, já não imaginava minha vida sem ela. Não a amava. Necessitava. A simples existência dela era que me mantia em pé. E pensei em revelar-lhe que encontrei seu papel indispensável, sua importância em todo o quebra-cabeça, que por mais egoísta que possa parecer, era a minha própria existência. Mas não, percebi que se o fizesse, estaria destruindo sua busca, que era como a minha. E se fosse tão forte quanto, ela poderia até cair, como eu cairia. E como também cairia, caso ela caísse. Mas nada em mim tira a satisfação de vê-la com seu desejo cumprido, por mais ignorante que ainda a quisesse manter. Obrigaria-me a tê-la sempre comigo, pois me senti também responsável por sua vida como ela se tornou pra mim. Quanto a mim, e o resto da minha vida... Existo? Bom, o que posso dizer? Criei-me inteira para salvá-la.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-943563764160160231?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/943563764160160231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=943563764160160231&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/943563764160160231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/943563764160160231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/08/vontade-de-se-sentir-integrada-sempre.html' title='À Alice pertenço, e ela à mim.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-8222912142658277779</id><published>2009-08-20T12:32:00.007-03:00</published><updated>2009-08-23T02:03:09.537-03:00</updated><title type='text'>É difícil.</title><content type='html'>É difícil. É difícil quando você olha pra trás e percebe que tudo em que acreditava se foi; que aquele amor, por mais perto que esteja, está escondido e você cansou de procurá-lo. Achou outros objetos não tão incrivelmente fascinantes no meio da procura, mas que lhe trouxeram uma curiosidade... Melhor do que aquilo que é certo. Sinto-me assim, deixando de leve o mundo longe das minhas mãos, graças ao encanto de uma borboleta. Eu tinha o mundo, imaginava-me feliz. Até que levantar, e vê-la, tornou-se um tormento. Não queria que voltasse para casa; cada momento só, era incrível, fazia coisas incríveis, que não mais me permitia. E a culpa não era dela. Era de dentro de mim que ela não permitia, eu criei aquilo, junto com a borboleta. É difícil pensar no que as pessoas vão pensar (Imagina! Se já é tão difícil pensar no que as pessoas estão pensando!). Tento não ligar, não preciso de ninguém. Eu sempre estive sozinha, essa é a verdade. Tudo que tive e tenho (?) veio de mim, eu criei. Mas ainda assim, é difícil. É difícil descobrir o que é certo, o que devemos fazer... Eu não sei. Sento no canto e desabo... Choro como nunca chorei antes, estou no chão e choro sem motivo, ou com motivos demais. Não sei nem se estou triste. Mas sei que preciso me levantar e continuar forte, a vida não é mais fácil como era. Aconteceu devagar, mas aconteceu. Aconteceu comigo como acontece com todo o resto, perdi minha exclusividade. Desapaixonei. Cansei-me. E vou largar essa vida, vou atrás da borboleta, já que sei que ela não virá atrás de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso nisso por uns minutos e encanto-me com a idéia, vejo todo meu futuro feliz com minha busca incansável e atenta. Mas a vida me prega mais uma peça e me manda lembranças, e eu lembro. Agora tenho na cabeça tudo que veio antes da minha busca que ainda não aconteceu. E olho pra isso tudo com tanta indiferença, até com certo asco. E me vem uma vontade de maltratar a vida que já me maltratou tanto. Criaria um ciclo vicioso, e eu e a vida entraríamos nessa guerra uma querendo atingir à outra. Não. Preciso largar esse ciclo desde já, parar de brigar com a vida, e deixá-la dar as caras e pedir desculpas. Vou ali comprar pão. Decido fazer um lanche gostoso com maionese e orégano; ela ficará tão feliz, penso. E me dói, me dói perceber que a borboleta passou pela rua e provavelmente nunca mais a verei. Sinto-me uma traidora dentro de um romance escondido com uma borboleta azul que agora sobrevoa todos os meus sonhos. E continuo, continuo, sem mais brincar com a vida. Entramos num estágio de compreensão mútua, tento entendê-la ao invés disso. Eu preciso continuar em pé e lidar com as coisas como são. Mas juro, ah! Juro... Se a minha borboleta passar pela janela uma segunda vez, despeço-me da minha vida e corro atrás da dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372120626010794642" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/So2bPyPsKpI/AAAAAAAAAjE/7qPSx53CTfk/s320/silhueta.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Foto: &lt;a href="http://www.flickr.com/photos/fakestar/"&gt;Mauricio Kubo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-8222912142658277779?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/8222912142658277779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=8222912142658277779&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8222912142658277779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/8222912142658277779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/08/e-dificil.html' title='É difícil.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/So2bPyPsKpI/AAAAAAAAAjE/7qPSx53CTfk/s72-c/silhueta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-680322507882177551</id><published>2009-07-27T01:25:00.006-03:00</published><updated>2009-07-28T10:45:43.770-03:00</updated><title type='text'>Todo o tempo do mundo</title><content type='html'>Ela pedia mais tempo. Ela queria mais tempo, e precisava disso. Um tempo a mais, um só, talvez a saciasse por completo. Ela já não via sentido nas determinações do relógio; 5 minutos nunca passavam na mesma velocidade. E houve frações de segundos que duraram por muitos meses dentro de seu corpo, escondidos. Sendo assim, não sabia porquê não podiam liberar mais algum tempo. Qualquer tempo, um só. Ela só queria um pouco de tempo a mais do que os demais. Um tempo pra se isolar, um tempo só dela. Um tempo que ninguém mais teria, único. Um tempo em que tudo parasse, só ela continuasse. Na sua cabeça, havia a ilusão de que, se conseguisse um tempo menos gasto, mais leve, sozinha lá, ela conseguiria ver tudo. O completo, aquele todo que fica dividido em milhões de cabeças pensantes, estariam lá só pra si, por um tempo. Um tempo que por mais mísera fração de segundo representasse, seria para ela &lt;strong&gt;&lt;strong&gt;todo o tempo do mundo&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 317px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://api.ning.com/files/bcTo9nweC3pBFfITiJITQLWxAUOWqLNmYEKKfBGxBFqTwlV0jLx1nIS2T-QkX6znDbngVC3pZVWuSvawKc-sY-x1wAw*AhCZ/ampulheta.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-680322507882177551?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/680322507882177551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=680322507882177551&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/680322507882177551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/680322507882177551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2009/07/todo-o-tempo-do-mundo.html' title='Todo o tempo do mundo'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-7070907342551844748</id><published>2008-10-04T13:40:00.004-03:00</published><updated>2009-08-20T15:35:39.028-03:00</updated><title type='text'>Vento. (porque não precisa de nada além disso)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Naquele dia a nostalgia já havia tomado conta de mim desde o início da manhã. Trouxe-me uma alegria triste, um otimismo desesperador, que me deixava dúvidas se era real ou não. Estava bem, assistindo TV com meu irmão na sala. Nós dois juntos no mesmo cômodo era uma coisa bem rara desde que ele completara 15 anos. Agora, quem estava com 15 era eu, e queria fazer as coisas de um jeito diferente. Apesar de não termos nos falado muito, as poucas palavras trocadas valeram muito mais que o silêncio, e renderam vários sorrisos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Eu estava ali, já agoniada, quando o interfone tocou. Era o Alan, falando para eu descer. Quanto tempo não o via! A saudade era imensa e minha empolgação também. No meu quarto coloquei uma roupa quente para a ventania que estava do lado de fora, e desci para dar um abraço &lt;st1:personname productid="em Alan. No" st="on"&gt;em Alan.  No&lt;/st1:personname&gt; elevador, comecei a pensar que ele podia ter algo com ele que me tiraria essa sensação monótona de felicidade, estava pronta para me divertir, para rir alto e voar, se pudesse. Um pouco de vodka, talvez?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Abracei-o como havia planejado, e ele retribuiu do jeito que eu havia imaginado. Trocamos palavras amigáveis e logo eu quis saber o que ele estava fazendo por ali. Ele me disse que estava esperando sua mãe, que tinha ido comprar umas roupas ali perto. Ao tomar consciência da brevidade daquela visita, segurei suas mãos e puxei-o até um gramado entre a minha quadra e a do lado. Nós nos sentamos, e o vento aos poucos nos fez levantar a cabeça, como se tivesse pedindo permissão para passear por nossos cabelos. O cabelo de Alan é loiro e longo, um pouco abaixo dos ombros; o meu era um pouco mais curto, e bem liso, ia para o alto, e os fios seguiam uma sincronia que pareciam estar sendo penteados pelo ar! Nós nos levantamos e abrimos os braços, como se nossa mente fosse uma só. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Vamos girar? – Alan me perguntou sorrindo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Eu não respondi, só segurei firme suas mãos, e comecei a girar loucamente, conseguimos nos manter em equilíbrio por muito, muito tempo. Estávamos ali mesmo, entre duas quadras, perto de várias calçadas aonde as pessoas iam e vinham da parada de ônibus. Não sei se olhavam para a gente... Eu não estava nem um pouco interessada em olhar para elas, de qualquer jeito. Havia algo bem mais importante acontecendo. O vento abraçava a gente, nos sustentava, até que nos soltou, e caímos na grama, rindo tanto e tão alto, como se nunca tivéssemos nos sentido melhor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Alan, isso é incrível! Por que a gente nunca tinha feito isso antes?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;    &lt;/span&gt;Ele não soube me responder. Ao invés disso, começou a correr e me fez segui-lo. De repente, me puxou para outro abraço, e falou que ia encontrar sua mãe na comercial. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Tá bem, então vai lá. Bom vento!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Ótimo vento pra você, também! Te amo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Então ele foi embora, e eu segui para casa. No caminho, me senti grande, e tão, tão bem, que achei que nada mais poderia me abalar. Fiquei ainda com aquilo em mim, até que olhei no relógio e eram 16:01:36. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; (Bom, pelo menos até ali, realmente nada mais me abalou.)&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-7070907342551844748?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/7070907342551844748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=7070907342551844748&amp;isPopup=true' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7070907342551844748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/7070907342551844748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/10/vento-porque-no-precisa-de-nada-alm.html' title='Vento. (porque não precisa de nada além disso)'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5966366978625859092</id><published>2008-09-30T18:34:00.002-03:00</published><updated>2008-10-01T21:59:37.003-03:00</updated><title type='text'>Por um final mais triste e poético.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.teclasap.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/chaves.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.teclasap.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/chaves.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Você algum dia irá me perdoar?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Perdoar? O quê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Por não ter conseguido ser tudo o que eu deveria ter sido com você.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Valéria, não comece...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Vá em frente, pode começar a me acusar de fazer dramatizações demais e te irritar com elas. Mas não ligo mais. Está tudo acabado, eu estou terminando com você! E eu agora posso me sentir livre pra dizer tudo que eu sempre quis! Bruno, você me decepcionou. Você me fez sentir especial, e depois me levou pra longe com um peteleco suave... Mas sabe, eu já estava tão leve, que não precisou mais que isso. A culpa é toda minha, todo mundo sempre me disse que eu era distante, que eu era insensível e muito dura com você... Quando eu te disse isso, faltou jurar de joelhos que isso não lhe parecia certo, que estavam errados, e que nós dois valíamos muito mais que opiniões bobas de pessoas tentando julgar minhas atitudes. Eu lembro de você me dizer que gostava até disso em mim, que gostava de mim em tudo, que me amava como nunca amou nenhuma outra mulher! E... depois de alguns meses...olha só como você faz, olha só como reclama! Como não pára de reclamar das mesmas coisas que um dia apenas faziam parte da pessoa a qual amava. Eu não posso agüentar isso... Você não me ama mais, admita. – respirou, Bruno a olhava já com lágrimas nos olhos – Essa falta de esperança de te manter junto a mim me liberta até... Nossa!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-O quê? Que foi?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Valéria passou da tristeza à neutralidade no olhar; olhava para um ponto fixo na parede, mas enxergava uma tempestade de ondas turvas se aproximando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;     &lt;/span&gt;-Bruno! Bruno! Me abraça! – exclamou como quem pede proteção.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;Bruno lhe deu um abraço terno. Valéria sentia suas mãos passeando por seu corpo, suavemente, e desejou não sair dali nunca mais. Ela se perguntava se ele também se sentia bem ali, queria que ele a beijasse e que os dois voltassem a fazer sentido juntos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;   &lt;/span&gt;De repente, o telefone tocou e ele foi atender. Andou triste, e atendeu ao telefone com uma voz cansada. Valéria pensou em segui-lo e abraçá-lo, depois conversariam calmos, e ele voltaria a amá-la. Mas ao invés disso, ela lhe beijou no rosto, sussurrou algumas palavras doces, abriu a porta com a cópia da chave que tinha, saiu da casa de Bruno, e não voltou... O arrependimento a matou mais tarde.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5966366978625859092?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5966366978625859092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5966366978625859092&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5966366978625859092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5966366978625859092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/09/por-um-final-mais-triste-e-potico.html' title='Por um final mais triste e poético.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6539318411855672879</id><published>2008-09-29T17:29:00.003-03:00</published><updated>2008-10-04T13:45:15.581-03:00</updated><title type='text'>Dança das cadeiras</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela não entendia... Bem no meio da brincadeira, vinham e mandavam que saísse dali, porque a música iria recomeçar.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas, por quê?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Porque...&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Porque... Todo mundo deve se mover, oras. É a regra.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas é que se toda vez eu tiver que me levantar, e começar de novo, você não imagina como fica meu coração! Fica tão apertado que quase explode! Eu não gosto da ansiedade de começar um jogo novo, sendo que eu ganhei esse daqui... Ou pelo menos não perdi. Eu quero continuar aqui. Essa cadeira é boa. Não fiquei de fora, e era só isso que eu queria... Sabe, algum dia com certeza vou me cansar desse lugar! Canso-me rápido das coisas. Mas eu quero poder me cansar. Quero sentir vontade de começar de novo, e não sair à força. Até aquela agonia de largar algo que gosta por simples cansaço, eu quero pra mim. Faz parte dos meus desejos: ter controle da minha vida. É tão difícil assim entender que só quero controlar minha vida? Sai daqui, não quero saber quais são as suas regras. As minhas são essas. E a MINHA vida eu vivo do MEU jeito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Ótimo, então vou te tirar do jogo!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Mas eu não quero parar... Por que você vai fazer isso?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Olha a sua volta... Todo mundo quer brincar. Não vou sacrificar a brincadeira deles pra você ter uma exclusiva! Ou você joga dentro das regras, ou pára de jogar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Parar de jogar... Simples assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-Aham. É só se levantar e sair da roda... Por ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ela olhou por entre ombros onde seu dedo apontava, e só via pessoas, muitas delas, protagonistas e figurantes daquela grande festa. Não havia nenhuma brecha naquele muro de gente... Foi aí que entendeu tudo. Levantou-se então, e jogou como todos os outros. Um dia, se criasse coragem, poderia largar a roda. Mas... Sem pressa. As regras nem pareciam mais tão ruins.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6539318411855672879?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6539318411855672879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6539318411855672879&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6539318411855672879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6539318411855672879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/09/dana-das-cadeiras.html' title='Dança das cadeiras'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5483717089421814532</id><published>2008-09-29T17:24:00.001-03:00</published><updated>2008-09-29T17:28:38.836-03:00</updated><title type='text'>Agora</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="line-height:19.2pt"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language: PT-BR"&gt;Eu ando, mas não saio do lugar. Penso, vôo longe, mas meu corpo continua aqui. Passo por lugares conhecidos, e me perco. Sonho com o depois. Sei que o enquanto do depois será agora. Um agora agradável. Que me faça esquecer este. E o agora de agora, depois, será passado. Deixaria me iludir. Ficaria a pensar no eterno. Mas por dentro sinto algo que me impede de esquecer que o depois acabará, e que no amanhã do depois terei de voltar ao meu agora do passado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5483717089421814532?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5483717089421814532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5483717089421814532&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5483717089421814532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5483717089421814532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/09/agora.html' title='Agora'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-5983709559753406730</id><published>2008-06-01T23:34:00.009-03:00</published><updated>2008-12-09T09:39:34.264-02:00</updated><title type='text'>Uma voz texturizada.</title><content type='html'>Sentiu-se contente por ter encontrado tamanho talento enquanto andava pela rua. Aquela menina teria no máximo uns oito anos, imaginou. Ela cantava como um pássaro preso, triste. Nunca imaginou que uma criança pudesse sentir tamanha emoção, e transformar em algo tão impactante. Virou-se de frente à ela, que não estranhou, e continuou a cantar, com a cabeça virada para a grama do chão, e as mãos brincando com um galho de árvore distraidamente.&lt;br /&gt;-Onde aprendeu a cantar assim, desse jeito tão lindo?&lt;br /&gt;Ela se assustou, e o galho caiu de suas mãos. Não se levantou, só olhou para cima com seus olhos grandes. Quando observou Regina, acalmou-se. Afinal, Regina era uma moça aparentemente bem normal, não tinha do que correr.&lt;br /&gt;-E tem como?&lt;br /&gt;Regina deu um sorriso grande à resposta da menina&lt;br /&gt;-A aprender cantar? Sim, claro.&lt;br /&gt;A menina deu um sorriso curto, e virou a cabeça para a grama novamente. Ela agarrou os galhos, e começou a esfregá-los um no outro. Regina abaixou-se, à altura dela.&lt;br /&gt;-Você não vai mais cantar?&lt;br /&gt;A menina olhou bem para os olhos de Regina.&lt;br /&gt;-Quem é você?&lt;br /&gt;-Sou só alguém que passava por aqui, e se apaixonou pela sua voz. Você não devia desprezar uma fã.&lt;br /&gt;A menina virou o rosto, evitando o olhar de Regina; e levantou-se em direção à porta de sua casa. Regina ficou tão desconcertada, que não se moveu. Ficou sentada na calçada, pensando que havia assustado a menina do modo o qual chegou. Começou a olhar para a grama, colocou sua mão em uma das folhas e sentiu a aspereza, depois forçou a mão para baixo e sentiu sua maciez. Seu tronco lentamente deixou-se deitar ali mesmo. Da cintura para baixo, cimento; da cintura para cima, a terra nua a carregava. Fechou os olhos, e ficou ali, sentindo o sol queimar sua pele.&lt;br /&gt;-Licença, senhora. Minha irmã contou que você veio falar com ela e...&lt;br /&gt;Era a voz de um homem, um homem jovem. Regina abriu os olhos e logo levantou-se.&lt;br /&gt;-Só comentei que cantava muito bem. Eu estava passando e a ouvi.- como ele permaneceu calado, Regina continuou - Já pensou em desenvolver um conhecimento musical para ela? Talento asseguro que ela tem.&lt;br /&gt;-É, ela sempre gostou muito de cantar... Mas não acha que está exagerando?&lt;br /&gt;-Exagerando? Sou professora de canto.&lt;br /&gt;-Professora? Nossa...&lt;br /&gt;-Qual é seu nome, rapaz?&lt;br /&gt;-João, e o seu?&lt;br /&gt;-Regina, prazer.&lt;br /&gt;-Prazer. Espera que eu vou chamá-la pra vir pra cá.&lt;br /&gt;Regina observou-o ir até a porta, e chamar por Laura. Logo depois apareceu com a menina do lado, dessa vez ela olhava bem para Regina, e parecia envergonhada pelo último encontro entre as duas.&lt;br /&gt;-Seu nome é Laura, não foi o que ouvi?&lt;br /&gt;-É sim.&lt;br /&gt;-Você gosta de cantar, seu irmão me falou.&lt;br /&gt;Laura então só concordou com a cabeça.&lt;br /&gt;-João, seus pais estão em casa? Gostaria de sair com vocês para conversarmos. Laura, gostaria que eu te ajudasse com algumas aulas de canto?&lt;br /&gt;Laura não pôde esconder o sorriso.&lt;br /&gt;E assim Regina foi com Laura, João e Denise (A mãe deles) a um lugar onde podiam se sentar, e conversar. Denise não cansava de dizer o quanto se sentia surpresa, e orgulhosa. Laura passou a observar Regina, mas continuou calada na maioria do tempo. Regina prometeu à família aulas gratuitas especiais à Laura. Acreditava de verdade que com o tempo, ela só viria a melhorar mais e mais.&lt;br /&gt;Denise convidou-a para ir a casa deles no dia seguinte, para ouvir Laura. Laura animou-se timidamente, via em Regina uma possibilidade, gostava de sentir aquilo. Resolveu então passar a noite treinando. Escolheu a roupa que ia usar, e dormiu escutando um cd antigo de uma cantora francesa que sua mãe guardava na prateleira. De manhã, sua mãe a ajudou a escolher uma boa música. Juntas decidiram pela voz suave da Marisa Monte cantando “Vilarejo”. Enquanto isso, Regina guardava na memória a letra nada grandiosa de uma música infantil que Laura transformara com sua voz no dia anterior.&lt;br /&gt;Quando Regina chegou, Laura quis cantar logo. Regina conseguiu se lidar bem com a timidez dela, dessa vez, e tirou uns bons risos daquele rostinho angelical. E quando Laura cantou, Regina deixou uma lágrima discreta cair. A voz inocente e bem afinada de Laura a fazia sentir toda a essência da letra com muito maior veemência.Tocava dentro dela, sentia-se abraçando a canção, pois cada nota penetrava sua mente. Foi nessa hora que João e Denise prestara&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_tVo9GcVbay4/SENdlPuF7MI/AAAAAAAAAT4/k9SE5qYhwGU/s1600-h/Connie+Talbot.jpg"&gt;&lt;/a&gt;m atenção. Foi a primeira vez que conseguiram reconhecer o talento da mais nova da família. Para você sentir algo, deve estar livre para que isso te conquiste. E qualquer um que fizesse isso, facilmente se apaixonaria por Laura.&lt;br /&gt;Foi aí que se lembrou da primeira coisa que Laura havia dito à ela “E tem como?”. Não, não havia como. Laura não podia aprender a cantar porque inclusive ela mesma já sabia do seu talento. Ela nasceu com isso dentro dela, e sentiu-se segura para mostrar isso, quando finalmente percebeu uma oportunidade para se libertar. Regina soltara o pássaro da gaiola, que agora cantava feliz, e sem desafinar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-5983709559753406730?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/5983709559753406730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=5983709559753406730&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5983709559753406730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/5983709559753406730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/06/uma-voz-texturizada.html' title='Uma voz texturizada.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-6168501227687229033</id><published>2008-04-29T19:21:00.004-03:00</published><updated>2008-04-29T23:38:52.778-03:00</updated><title type='text'>O telefone, as uvas e o scarpin</title><content type='html'>Ao chegar, tirou aquele scarpin desconfortável e colocou uma camisola de seda lisa e macia. Com os pés nus, pôs-se em pé no chão. Que sensação diferente da que sentira durante os últimos dias! Os pés nus lhe traziam um prazer que nenhum salto alto jamais poderia substituir. Nessa hora, se perguntou por que ainda tinha aqueles 20 pares de sapatos no armário. Ela sentiu vontade de voltar à fazenda da sua avó, a qual não visitava há mais de oito anos. Tal momento nostálgico fez com que ela se lembrasse das correrias naquela grama confortável. Que saudade, ah, que saudade!&lt;br /&gt;   Saudade não serve; saudade não satisfaz; saudade não dá dinheiro. Foi aí que ela deixou a saudade de lado, com um “foda-se” bem gesticulado, e caminhou até o telefone. Ela bem sabia que ele não atenderia. Mas não custa tentar. Discou seu número pela décima vez naquela noite.&lt;br /&gt;   Que erro! Ao ser ignorada mais uma vez, sentiu-se bem pior. Talvez devesse dar mais ouvido ao seu orgulho, e aprender a dizer “não” de uma vez. “Se você sabe que alguém vai te ignorar, nem puxa papo. Porque senão você acabará se sentindo pior, sua burra.” Ditou a si mesma sua nova regra. Com quem ele estaria? Ah, nunca descobriria, no meio daqueles mistérios que ele adora esconder (dela). Sentia-se injustiçada e enganada. E num momento desses, não dava mais, entregou-se ao álcool.&lt;br /&gt;   O vinho. Ah, que maravilha que é o vinho. Esse sabor... hummm. Sentou-se na cama, com uma garrafa de vinho argentino na mão. Sentia o sabor da uva, e, lentamente, o álcool foi liberando sua emoção. Uma lágrima foi derramada, seguida de várias outras.&lt;br /&gt;   Só quando o telefone tocou que ela foi perceber que havia terminado com a garrafa inteira. Ela foi atender de imediato. Talvez fosse Álvaro, se desculpando. Seu coração já ia se enchendo com uma emoção bêbada de uvas, quando ouviu pelo telefone uma voz feminina. Lorena estava nervosa. E repetia sem parar que ela deveria ir se encontrar com o Daniel no escritório o mais rápido possível, pois havia um problema com a roupa que ela (Lorena) teria de usar na passarela no dia seguinte.&lt;br /&gt;   Sua cabeça zuniu. Não sabia se podia ir atrás de Daniel daquele jeito. Foi até a cozinha e se entupiu de água. Correndo, foi ao seu quarto e vestiu um vestido xadrez com um chapéu militar. E, com um colar gigante pesando o pescoço e um cinto marcando sua cintura, olhou para o scarpin jogado no chão. “Não, não combina.” Pensou. Colocou então uma bota com salto, e foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Do que podia reclamar? Desde os 15 anos sonhava em ser uma estilista famosa. &lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 271px; CURSOR: hand; HEIGHT: 272px; TEXT-ALIGN: center" height="313" alt="" src="http://mypreview.files.wordpress.com/2007/08/moda2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-6168501227687229033?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/6168501227687229033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=6168501227687229033&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6168501227687229033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/6168501227687229033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/04/o-telefone-as-uvas-e-o-scarpin.html' title='O telefone, as uvas e o scarpin'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3900522887944280083.post-2767680503326165230</id><published>2008-04-25T21:42:00.001-03:00</published><updated>2008-04-29T23:41:43.666-03:00</updated><title type='text'>Questão de percepção.</title><content type='html'>&lt;a href="http://farm2.static.flickr.com/1408/1483310765_17f122fd4a.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 261px; CURSOR: hand; HEIGHT: 162px" height="161" alt="" src="http://farm2.static.flickr.com/1408/1483310765_17f122fd4a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;-Ei, sinhora. Qué que eu limpe as janela do carro pr'ocê?&lt;br /&gt;Adriana segurou-se para não ser mal-educada. Não se importava em ser abordada por um flanelinha na rua, mas erros de concordância gramatical numa frase a irritavam profundamente.&lt;br /&gt;-Gostaria que você as limpasse sim, obrigada. Mas posso lhe chamar atenção numa coisa?&lt;br /&gt;-Que quié?&lt;br /&gt;-"Quer" é verbo no infinitivo, terminado em "er", e o "erre" deve ser pronunciado conforme as formalidades da nossa língua, o português, sabe? Você também deve ficar atento quanto ao uso do plural. Deve colocar o "esse" no artigo e no substantivo, para ficar certo, entende? Senão não há concordância! Outra coisa, é extremamente mal visto o uso de "ocê"; quando se mistura com o "pra", então... Olha, a pronúncia é tão importante quanto a escrita. Para causar uma boa impressão, é imprescindível falar bem e corretamente. Juntar palavras precipitadamente, cortar letras, ou a falta de atenção com a concordância em uma frase são erros gramaticais terríveis, mas que podem ser consertados com um pouco de esforço.&lt;br /&gt;O flanelinha olhava para Adriana perplexo, mas parecia não ter absorvido nem metade do que ela havia dito.&lt;br /&gt;-Muito obrigado, senhora - Disse ele tentando não errar - Será que você...&lt;br /&gt;Adriana o interrompeu.&lt;br /&gt;-Se te desculpo?! Mas é claro que sim! Afinal, sei bem que a culpa não é sua, e sim da falta de escolas públicas de qualidade nesse nosso país...&lt;br /&gt;-Muito bunito isso. Mas eu ia é preguntá si ocê pudia me arranjá cumida. To com uma fome...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3900522887944280083-2767680503326165230?l=passatempoletrado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/feeds/2767680503326165230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3900522887944280083&amp;postID=2767680503326165230&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2767680503326165230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3900522887944280083/posts/default/2767680503326165230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://passatempoletrado.blogspot.com/2008/04/sinto-fome.html' title='Questão de percepção.'/><author><name>Marina</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11813277947855706131</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='31' src='http://4.bp.blogspot.com/-21Bdr3N41vc/TXiMHrD3xyI/AAAAAAAAAs8/Rh9gTTgK4wE/s220/DSC_0657copy.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://farm2.static.flickr.com/1408/1483310765_17f122fd4a_t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
